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Número de mortos em acidente com ônibus no Peru sobe para 48

Coletivo com 55 passageiros caiu de um precipício de quase 100 metros em trecho conhecido como “curva do diabo”, 45 km da capital

Por Da redação - 3 jan 2018, 10h19

O Ministério do Interior do Peru confirmou que o número de mortos no acidente de terça-feira subiu para 48. Na manhã do dia 2, um ônibus com 55 passageiros despencou de um precipício de quase 100 metros de altura. Segundo investigação preliminar da polícia, um trailer se chocou contra a traseira do ônibus em trecho conhecido como “curva do diabo”, em Pasamayo, na cidade de Huaral, a 45 quilômetros ao norte de Lima.

De acordo com o último boletim disponível no site do ministério, dos 48 mortos, 12 ainda se encontravam dentro do veículo. O resgate dos corpos tem sido dificultado pela maré. Os socorristas tentaram retirar todos os corpos das ferragens antes da subida da mar, o que foi impossível.

Um helicóptero da polícia levou socorristas até o local da queda do ônibus, enquanto outros desceram caminhando, ajudados por cordas. Em torno de 30 carros dos bombeiros e da polícia chegaram ao local do acidente.

O coletivo havia partido da cidade de Huacho com destino a Lima, quando sofreu o acidente às 11:43 locais (14h43 de Brasília).

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María Elena Aguilar, diretora do hospital Alcides Carrión em El Callao, informou que o estabelecimento onde ela trabalha recebeu cinco feridos “politraumatizados”. Quatro deles permaneciam em estado grave, enquanto um se mantém estável. Outro ferido foi levado ao hospital de Chancay.

A estrada de Pasamayo tem 20 quilômetros de extensão, margeia a costa e é uma rodovia perigosa porque é frequente a ocorrência de neblina. Às vezes, a visibilidade é mínima e a alta umidade deixa o asfalto escorregadio. É uma rota muito utilizada, que liga a capital ao chamado Norte Chico e reservada para caminhões e ônibus, pois os carros circulam por outra via.

O coronel Dino Escudero disse que o acidente foi causado por uma colisão traseira, que fez com que o ônibus saísse da pista e caísse no abismo. O Ministério Público peruano abriu investigação para determinar as causas exatas do acidente. Segundo o ministro dos transportes, Bruno Giuffra, o GPS dos dois veículos envolvidos no acidente revelou que ambos se encontravam acima da velocidade, reportou a agência de notícias peruana Andina.

Luis Martínez, representante da empresa Transportes San Martín de Porres, proprietária do coletivo, disse à imprensa que o motorista do veículo tinha muita experiência, mas não pôde confirmar se ele ficou ferido ou se morreu no acidente. Também viajava no ônibus uma assistente.

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“A empresa afinal vai ter que cumprir com tudo o que lhe compete. Não está se esquivando de nenhuma responsabilidade. Seria preciso determinar o grau de responsabilidade da empresa”, declarou Martínez. Ele disse que antes de sair, o ônibus passou por uma revisão mecânica em Huacho.

Mais de 2.500 pessoas morreram em acidentes de trânsito no Peru em 2016, segundo números oficiais. Os dados de 2017 ainda não foram publicados.

Pelo Twitter, o presidente Pedro Paulo Kuczynski lamentou o acidente e prestou solidariedade aos familiares das vítimas. “É muito doloroso para nós como país sofrer um acidente desta magnitude. Minha solidariedade profunda com a dor dos familiares”, escreveu.

(Com AFP)

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