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Novo acidente ferroviário deixa um morto na Espanha e leva sindicato a convocar greve

Incidente ocorre poucos dias após uma colisão entre dois trens de alta velocidade deixar 42 mortos e mais de 120 feridos perto da cidade de Adamuz

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jan 2026, 10h30 • Atualizado em 21 jan 2026, 10h49
  • Um novo acidente ferroviário na Espanha levou à suspensão do serviço de trens suburbanos na região da Catalunha, no nordeste do país, nesta quarta-feira, 20. Na véspera, um descarrilamento causado pela queda de um muro de contenção sobre os trilhos durante uma tempestade matou o maquinista e deixou quatro passageiros gravemente feridos perto de Barcelona. Nas redes sociais, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, ofereceu toda a sua “compaixão e solidariedade às vítimas e suas famílias”.

    O acidente ocorre poucos dias após uma colisão entre dois trens de alta velocidade deixar 42 mortos e mais de 120 feridos nas proximidades da cidade de Adamuz, a cerca de 360 km da capital, Madri, no que é considerado o pior desastre ferroviário da Espanha desde 2013. Equipes de resgate ainda buscavam vítimas nos destroços do acidente. Três dias de luto nacional foram decretados. As causas ainda são investigadas.

    Houve, ainda, um terceiro descarrilamento na rede ferroviária regional de Barcelona, que não deixou feridos, provocado por uma pedra sobre os trilhos também na terça-feira, 20, informou o Administrador de Infraestruturas Ferroviárias (Adif), uma entidade empresarial pública vinculada ao Ministério dos Transportes, da Mobilidade e da Agenda Urbana.

    + Vídeo: colisão entre trens de alta velocidade deixa ao menos 39 mortos na Espanha

    Greve nacional

    Em meio aos acidentes, o maior sindicato de maquinistas da Espanha, o SEMAF, convocou nesta quarta uma greve nacional para exigir garantias de segurança na profissão. Em comunicado, a associação adiantou que exigirá “responsabilização criminal dos responsáveis por garantir a segurança na infraestrutura ferroviária”.

    Segundo uma cópia da carta vista pela agência de notícias Reuters, o sindicato havia alertado à Adif em agosto passado sobre o desgaste dos trilhos onde os dois trens colidiram. O documento relatou, ainda, que buracos, irregularidades e desequilíbrios nas linhas de energia aéreas estavam danificando os veículos em várias linhas de alta velocidade da rede. O texto apelou para que a operadora investigasse os problemas e ordenasse a redução da velocidade em determinados trechos até que fossem consertados.

    Em resposta à greve, o ministro dos Transportes, Oscar Puente, amenizou a situação e disse à emissora espanhola Telecinco que o movimento é motivado pelo “estado emocional que os maquinistas estão vivenciando neste momento, após a morte de dois colegas esta semana”. Ele também afirmou que tentaria convencer os maquinistas a cancelar o protesto geral, argumentando que dois dos três incidentes da última semana foram causados por questões climáticas — no caso, chuvas fortes — e não tinham relação com a condição dos trilhos.

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