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Nos EUA, casal celebra casamento com maconha liberada

A inclusão da cannabis em festas de casamentos tem crescido nos estados onde o uso recreativo é legalizado, existindo até exposições voltadas a este público

No último dia 11 de fevereiro aconteceu em São Francisco no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, um evento que busca unir noivos e vendedores de maconha, a Cannabis Wedding Expo. Desde que estados americanos começaram a legalizar a cannabis, incluindo nove que já permitem o total uso recreativo, o número de casamentos que utilizam a droga em buffet e decoração tem crescido, se tornando um mercado bastante lucrativo, segundo a Bloomberg.

Um desses casamentos com uso da maconha completamente liberado –o open cannabis, em alusão aos mais tradicionais open bars— foi o de Dani Green e Zak Walton. Com uma celebração aparentemente simples e tradicional na praia e para 70 convidados, o casal decidiu ir além e tornar a maconha presente em quase todos os detalhes. Na comida, na decoração e até no buquê havia a presença da planta, que foi doada ao casal em um valor aproximado de 8.000 dólares (26.000 reais).

O evento aconteceu em agosto de 2017, na Califórnia, estado onde o uso recreativo é liberado desde novembro de 2016. A decisão causou espanto nos convidados, principalmente na família dos noivos, mas eles garantiram que ninguém seria forçado a consumir.

A maconha faz parte da vida do casal que sofre com dores crônicas. Dani enfrenta fortes dores causadas pela Fibromialgia, além de também conviver com Tireoide Hashimoto e Síndrome Cushing. Zak luta contra uma hérnia de disco que causa sérias dores no nervo. Para o dia mais importante de suas vidas, eles então escolheram homenagear a droga que os têm ajudado com suas condições.

Os buquês da noiva e das damas de honra possuíam folhas da planta, assim como a boutonniere do noivo. Os doces da festa, como brownies, cookies e algodão-doce possuíam pequenas doses da cannabis. Porém, também havia opções sem maconha, incluindo o bolo, que era orgânico e sem glúten.

O consumo da droga esteve presente até mesmo na hora dos votos: “nós selamos [os votos] com um ‘dab’”, que significa baforar a maconha concentrada por meio de um bong de vidro com ponta de titânio. A noiva, que é uma ativista no movimento pela cannabis, se configura uma expert na prática do “dab”, segundo a revista Forbes.

A festa também contava com a presença de bebidas alcoólicas, mas Dani afirmou à revista que preferiu evitar a utilização para não sofrer “uma intoxicação”. Na hora do brinde, os convidados receberam mais guloseimas de cannabis e quem escolhessem por utilizar poderia fazê-lo com o método que mais gostasse.

A família do noivo era a mais preocupada com a cerimônia. “As pessoas estavam me perguntando se a cannabis seria na comida ou bebida”, disse sua mãe, Gail Duboe. “Eu tive que dizer-lhes que nada seria forçado”. No fim, ela viu seu medo se tornar “aceitação total”.

A mãe da noiva, por outro lado, considerou o casamento elegante e alegre e precisou controlar sua mãe de 81 anos que estava curiosa e queria experimentar a planta que “cheirava como flores”. A avó da noiva não experimentou, mas outra senhora de 83 anos decidiu conhecer o “dab” e afirmou que aquele havia sido “o melhor casamento já feito”.

“Minha visão se tornou realidade”, disse Dani à Forbes após a festa. “Foi um dia suave. Se eu não tivesse inserido a cannabis, teria ficado mais estressada, mas, porque o fiz, pude ser mais criativa e aproveitar a experiência. Agora as pessoas estão me pedindo para ajudá-los a planejar seus casamentos de cannabis”.

A Cannabis Wedding Expo começou no estado do Colorado, onde o uso recreativo é legalizado desde 2014, e hoje já promove eventos em outras cidades do estado e na Califórnia. A última exposição aconteceu em janeiro na cidade de Denver e a próxima está programada para março em Los Angeles. Outros estados que possuem o uso recreativo legalizado são: Washington, Oregon, Nevada, Alaska, Maine, Massachussetts e Vermont, além do distrito de Columbia.

Comentários

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  1. Carlos Alberto Pinheiro Paula

    Além de gorda é maconheira! Que horror!

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