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Netanyahu dá presente polêmico ao ‘amigo’ Trump e recebe chave da Casa Branca

Presente faz alusão a operação no Líbano contra a milícia Hezbollah que deixou civis mortos e feridos, incluindo crianças

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 fev 2025, 15h40 • Atualizado em 6 fev 2025, 18h04
  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, entrou em uma nova polêmica na quarta-feira 5, durante sua viagem a Washington, capital dos Estados Unidos. O motivo foi um presente macabro dado ao presidente americano, Donald Trump, a quem definiu como seu “maior amigo e maior aliado”: um pager dourado que faz alusão a uma operação altamente mortal no Líbano, realizada em setembro do ano passado, que mirou membros da milícia libanesa Hezbollah, mas que também matou civis, incluindo crianças.

    O pager está inserido em uma escultura de madeira e aparece com a mensagem “Press with both hands” (aperte com ambas as mãos, em português), uma aparente instrução de uso. O premiê não saiu de mãos vazias, como mostrou uma publicação nas redes sociais de seu filho, Yair Netanyahu. Ganhou de Trump uma foto autografada dos dois, escrito “Para Bibi, um grande líder!”, junto com a chave da Casa Branca, em meio à controversa proposta do republicano de “assumir” a Faixa de Gaza.

    Poucos dias após as explosões no Líbano, a Anistia Internacional calculou que 37 pessoas morreram – entre elas, duas crianças, segundo a emissora americana PBS – e quase 3.000 ficaram feridas. A ONG também frisou que “os ataques foram realizados indiscriminadamente, são ilegais sob o direito internacional humanitário e deveriam ser investigados como crimes de guerra”, acrescentando que “ataques também violaram, no mínimo, o direito à vida sob o direito internacional dos direitos humanos, que continua a se aplicar em situações de conflito armado”.

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    Relembre o ataque ao Líbano

    Em 17 de setembro, explosões simultâneas pegaram de surpresa moradores de todo o Líbano. Milhares de pagers do Hezbollah foram detonados em ataque atribuído ao Mossad, como é chamado o serviço de Inteligência de Israel. Os explosivos, segundo autoridades libanesas, foram implantados em baterias de lítio dos dispositivos usados para a comunicação, no intuito de burlar a espionagem israelense. Assim, ficaram quase indetectáveis, passando pela segurança do grupo libanês.

    A investigação também apontou que os pagers envolvidos no ataque foram fabricados pela empresa taiwanesa Gold Apollo. Uma fonte de segurança libanesa disse à agência de notícias Reuters que cerca de 5.000 dispositivos foram encomendados pela milícia e foram transportados para o país no início de 2024. As acusações foram categoricamente rejeitadas pelo CEO da fabricante, Hsu Ching-kuang, que aumentou o tom e alegou que eles foram fabricados por uma empresa húngara, a BAC Consulting.

    As investigações internacionais rastrearam o licenciamento e a fabricação dos pagers de Taiwan até empresas de fachada que podem ter facilitado a operação israelense. Na época, o jornal americano The New York Times informou, com base em três oficiais de Inteligência, que Israel criou pelo menos três empresas de fachada para ocultar as identidades dos fabricantes dos dispositivos sabotados, que eram oficiais de Inteligência israelenses.

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