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‘Não vi nada e não fiz nada de errado’, diz Bill Clinton sobre relação com Jeffrey Epstein

Ex-presidente dos Estados Unidos compareceu para depor a respeito do caso um dia após a esposa, Hillary

Por Flávio Monteiro 27 fev 2026, 15h33 • Atualizado em 27 fev 2026, 16h32
  • O ex-presidente americano Bill Clinton afirmou que desconhecia os crimes cometidos por Jeffrey Epstein e disse ter encerrado suas relações com o notório criminoso sexual antes que eles viessem à tona. A declaração foi dada nesta sexta-feira, 27, durante seu depoimento à Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes.

    “Eu não vi nada, e não fiz nada de errado”, afirmou Clinton durante sua declaração de abertura em Chappaqua, Nova York. “Eu não tinha ideia de quais crimes Epstein estava cometendo”, completou. O democrata é um dos destaques das últimas revelações dos arquivos, e depõe aos legisladores um dia após sua esposa, Hillary.

    Clinton aponta ter mantido somente um “breve contato” com Epstein, que terminou anos antes da divulgação dos crimes do financista. Em declaração aos legisladores, o democrata afirmou que, embora não tenha tido nenhuma indicação do que estava ocorrendo durante suas “interações limitadas” com o criminoso sexual, ele decidiu cooperar com a investigação por amor ao país e desejo de que as vítimas se curem.

    “Estou aqui para oferecer o pouco que sei para que isso possa evitar que algo assim aconteça novamente”, disse o ex-presidente.

    A Comissão de Supervisão da Câmara tem investigado pessoas que potencialmente tiveram relações próximas com Epstein. Os interrogatórios foram intensificados após o Departamento de Justiça divulgar milhões de novos documentos, que incluem fotos e e-mails trocados pelo pedófilo com diferentes figuras, incluindo autoridades importantes.

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    Na nova leva de documentos, Clinton aparece recostado em uma banheira de hidromassagem em uma fotografia, com parte da imagem coberta por uma tarja preta. Outro registro mostra o democrata nadando junto a uma mulher de cabelos escuros, que aparenta ser Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein e condenada a 20 anos de cadeia por ajudar no abuso sistemático de menores.

    O democrata compareceu à comissão legislativa um dia após sua esposa, Hillary, que foi submetida a um interrogatório de mais de seis horas. Segundo Clinton, a convocação da mulher ‘simplesmente não era certo’. “Ela não tem nada a ver com Jeffrey Epstein. Nada. Ela não tem nenhuma lembrança de tê-lo conhecido. Ela não viajou com ele nem visitou nenhuma de suas propriedades. Se você intimou 10 pessoas ou 10.000, incluindo ela, simplesmente não era certo”, disparou.

    De acordo com o presidente do comitê, deputado James Comer, a lista de perguntas para Bill Clinton aumentou após o depoimento da esposa. O republicano de Kentucky afirma que os integrantes da comissão deverão questionar o ex-mandatário sobre as visitas documentadas de Epstein à Casa Branca, as viagens em seu avião e os vínculos do pedófilo em iniciativas relacionadas a Clinton.

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    “Levamos meses para trazer os Clinton aqui. Mas, agora que os temos, vamos fazer muitas perguntas”, disse Comer nesta sexta, antes do depoimento ter início.

    Embora o casal de políticos experientes tenha pedido que as audiências fossem públicas e televisionadas, os interrogatórios acontecem a portas fechadas. Durante sua participação na quinta-feira, 26, Hillary afirmou que sua intimação era baseada na suposição de que ela detinha informações sobre Epstein e Maxwell. “Deixe-me ser o mais clara possível. Eu não tenho essas informações”, disse ela, afirmando que nunca viajou no avião do pedófilo ou conheceu sua ilha particular.

    Antes de se apresentar à comissão, a ex-secretária de Estado afirmou que “se esta comissão estivesse realmente interessada na verdade (…), pediria diretamente ao nosso atual presidente que prestasse depoimento, sob juramento, sobre as dezenas de milhares de vezes em que ele aparece nos arquivos”, em clara referência à relação do atual mandatário, Donald Trump, com Epstein.

    Para legisladores do Partido Democrata, o interrogatório do ex-presidente e de sua esposa faz parte de uma estratégia para desviar a atenção da ligação entre Epstein e Trump. O republicano aparece inúmeras vezes nos arquivos do caso, e muitos democratas desejam que ele seja interrogado pela comissão. “Sejamos realistas, estamos falando com o presidente errado”, disse o deputado Suhas Subramanyam, democrata da Virgínia.

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