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Na ONU, Venezuela acusa EUA de ‘extorsão’ e recebe apoio de China e Rússia

Reunião no Conselho de Segurança ocorre em meio à pressão militar americana no Caribe

Por Da Redação 23 dez 2025, 20h42 • Atualizado em 23 dez 2025, 20h58
  • O embaixador da Venezuela nas Nações Unidas, Samuel Moncada, afirmou nesta terça-feira, 23, que os Estados Unidos estão submetendo Caracas à “maior extorsão” de sua história. A fala ocorre em meio à pressão militar americana no Caribe e após o governo de Donald Trump anunciar um bloqueio aos navios petroleiros sancionados.

    “Estamos diante de uma potência que atua à margem do direito internacional, exigindo que nós venezuelanos abandonemos nosso país e o entreguemos […] Trata-se da maior extorsão de que se tem notícia em nossa história”, afirmou Moncada no Conselho de Segurança da ONU, que se reuniu para debater o tema.

    Rússia e China criticam os EUA

    Também nesta terça, Rússia e China criticaram duramente, no Conselho de Segurança da ONU, a pressão militar e econômica dos Estados Unidos sobre a Venezuela, que chamaram de “comportamento de caubói” e “intimidação”.

    Os Estados Unidos, que mantêm uma frota de guerra no Caribe desde agosto, anunciaram recentemente um bloqueio naval para evitar a exportação de petróleo venezuelano. O presidente Donald Trump acusa Caracas de usar a venda de petróleo para financiar “o narcoterrorismo, o tráfico de pessoas, os assassinatos e os sequestros”.

    Reunião do Conselho de Segurança da ONU
    Conselho de Segurança da ONU se reúne para tratar das ações militares dos EUA contra a Venezuela – 23/12/2025 (ANGELA WEISS/AFP)
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    A Venezuela nega envolvimento com o narcotráfico e afirma que Washington busca derrubar seu presidente, Nicolás Maduro, para tomar as reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo.

    “Os atos cometidos pelos Estados Unidos violam todas as normas fundamentais do direito internacional”, apontou hoje o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, que descreveu o bloqueio como “uma agressão flagrante”.

    “A responsabilidade de Washington também se evidencia nas consequências catastróficas dessa atitude de caubói”, acrescentou o embaixador, durante uma reunião de emergência solicitada pela Venezuela com o apoio, principalmente, de Moscou e Pequim.

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    “A China se opõe a todos os atos de unilateralismo e intimidação, e apoia todos os países na defesa da sua soberania e da dignidade nacional”, declarou o representante chinês, Sun Lei.

    “Os Estados Unidos farão tudo o que estiver em seu poder para proteger nosso hemisfério, nossas fronteiras e o povo americano”, respondeu o embaixador de Washington na ONU, Mike Waltz.

    Ele reiterou as acusações de Trump de que “Maduro é um fugitivo procurado pelas autoridades americanas e um chefe da organização terrorista estrangeira Cartel de los Soles”.

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    Especialistas apontam que esse cartel funcionaria mais como uma rede de corrupção permissiva com atividades ilícitas, do que uma organização de tráfico de drogas propriamente dita.

    A Casa Branca aumentou para US$ 50 milhões (R$ 278 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro.

    Antes da troca de acusações, o vice-secretário-geral da ONU, Khaled Khiari, assegurou nesta reunião que o secretário-geral António Guterres “está disposto a apoiar todos os esforços diplomáticos, inclusive exercendo seus bons ofícios, se ambas as partes o solicitarem”.

    (com informações da AFP)

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