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‘Mundo estará mais perigoso do que nunca’, diz Rússia sobre fim de acordo nuclear com EUA

Conhecido como Novo START, último tratado de limitação de armamentos atômicos em vigor entre Washington e Moscou deve expirar na quinta-feira, 5

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 fev 2026, 10h01 • Atualizado em 3 fev 2026, 10h32
  • Moscou alertou nesta terça-feira, 3, que o mundo caminha para “uma posição mais perigosa do que nunca”, já que o último tratado nuclear entre Estados Unidos e Rússia deve expirar nesta semana.

    Conhecido como Novo START, o último tratado de limitação de armamento nuclear em vigor entre Washington e Moscou deve expirar na quinta-feira, 5, e com isso cairão as restrições às duas principais potências atômicas.

    “Em poucos dias, o mundo estará numa posição mais perigosa do que nunca”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas.

    O governo russo apresentou a proposta de uma prorrogação de um ano do tratado, mas Peskov destacou que “ainda não recebemos resposta dos americanos à iniciativa”.

    Se o tratado não for prorrogado, as duas principais potências nucleares do mundo “ficariam sem um documento fundamental que limite e controle os arsenais”, acrescentou ele.

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    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em setembro passado que uma prorrogação do acordo Novo START “soa como uma boa ideia”, mas pouco mudou desde então.

    Novo START

    O Novo START foi assinado em 2010 pelo então presidente russo Dmitry Medvedev e por seu homólogo americano Barack Obama. O tratado inclui um mecanismo de supervisão e estabelece para cada parte um teto de 800 lançadores e bombardeiros pesados e 1.550 ogivas estratégicas ofensivas instaladas — uma redução de quase 30% na comparação com o limite anterior, estabelecido em 2002.

    A Rússia, no entanto, suspendeu as inspeções de verificação durante a pandemia de Covid-19 e as negociações para ampliar o acordo foram rompidas nos últimos anos devido às tensões relacionadas à guerra na Ucrânia.

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    Moscou também acusou Washington de dificultar as missões de vigilância em território americano.

    Em 2023, a Rússia congelou sua participação no Novo START, mas continuou respeitando voluntariamente os limites estabelecidos no tratado. Ao longo do conflito na Ucrânia, porém, o governo russo intensificou a retórica nuclear e, em 2025, testará seus mais novos porta-aviões com capacidade atômica. Em resposta, Trump despachará dois submarinos movidos a propulsão nuclear para a Rússia, elevando tensões.

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