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Morre opositor venezuelano que deixou asilo na embaixada argentina

Fernando Martínez Mottola estava sob liberdade condicional

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 fev 2025, 19h30 • Atualizado em 26 fev 2025, 19h32
  • Fernando Martínez Mottola, assessor da aliança opositora Plataforma de Unidade Democrática (PUD) e ministro dos Transportes da Venezuela em 1992, morreu nesta quarta-feira, 26, dois meses após deixar o asilo na embaixada da Argentina em Caracas e se entregar às autoridades do regime de Nicolás Maduro. Mottola estava sob liberdade condicional desde sua entrega, quando foi acusado de envolvimento em “atos violentos e desestabilizadores” contra o governo.

    A confirmação da morte foi dada à agência de notícias AFP por uma fonte próxima à PUD, que não revelou detalhes sobre as circunstâncias. Segundo Emilio Figueredo, ex-embaixador e amigo pessoal de Mottola, ele sofreu um “derrame cerebral massivo”. A notícia provocou uma onda de solidariedade política na Venezuela, com figuras como Henrique Capriles, duas vezes candidato à Presidência, lamentando pela “perda surpreendente, completamente inesperada e irreparável”.

    + Oposição venezuelana asilada cobra resposta do Brasil por falta de energia em embaixada

    Em março de 2024, Mottola buscou asilo na embaixada da Argentina, assim como outro cinco opositores, incluindo aliados próximos de María Corina Machado, todos acusados de conspirar contra o governo de Maduro. No entanto, em 19 de dezembro, ele decidiu se entregar às autoridades e, após depor sobre sua suposta colaboração com atos contra o regime, foi liberado sob liberdade condicional.

    Os asilados Magalli Meda, Claudia Macero, Pedro Urruchurtu, Humberto Villalobos e Omar González continuam na sede da embaixada argentina em Caracas. Mais cedo, nesta semana, o grupo denunciou que estava há quase uma semana sem energia elétrica, após o colapso do gerador que fornecia energia ao local. Sem acesso a água, luz e refrigeração, os asilados, que estão no local desde março do ano passado, cobraram respostas da Argentina e do Brasil, que assumiu custódia da representação diplomática em agosto, depois de Buenos Aires e Caracas cortarem relações.

    Na semana passada, na primeira notícia da falha do gerador, a líder oposicionista María Corina Machado usou suas redes sociais para condenar a inação da comunidade internacional, chamando a situação de “tortura pura e dura”. Ela acusou o governo de Maduro de violar acordos internacionais de proteção a refugiados. “O mundo democrático deve agir agora”, escreveu.

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    Os asilados que receberam proteção da gestão do presidente argentino, Javier Milei, fizeram parte da campanha de Edmundo González, porta-estandarte das forças de oposição na Venezuela, e María Corina Machado, de quem o desconhecido diplomata de 75 anos emprestou a popularidade para concorrer quando ela foi impedida por uma manobra do Judiciário, controlado por Maduro. Os funcionários eram encarregados de comunicação e de política internacional, entre outros temas.

    Os funcionários estão na embaixada – que segundo regras internacionais é território neutro que não pode ser invadido por forças de segurança – desde março, após pedidos de prisão, parte do que a oposição diz ser uma repressão feroz do governo a críticos antes, durante e depois das eleições presidenciais de julho. No resultado oficial, Maduro foi reeleito, mas fiscais da oposição divulgaram atas de seções eleitorais comprovando a nítida dianteira de González. Europa, Estados Unidos e outros se recusaram a cumprimentar o líder bolivariano.

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