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Militares do Exército de Israel são atacadas por grupo de judeus ultraortodoxos

Confusão terminou com pelo menos 23 pessoas detidas e três policiais feridos, segundo as autoridades

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 fev 2026, 11h22 • Atualizado em 16 fev 2026, 11h24
  • Duas militares do Exército de Israel foram resgatadas pela polícia após serem perseguidas por um grupo de judeus ultraortodoxos na cidade de Bnei Brak, na região metropolitana de Tel Aviv, neste domingo 15. A confusão terminou com pelo menos 23 pessoas detidas, segundo as autoridades.

    De acordo com a emissora israelense Kan, as militares realizavam uma visita à residência de outro soldado quando foram atacadas. Relatos indicam que elas teriam sido confundidas com funcionárias encarregadas de entregar notificações de convocação militar.

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o episódio como “inaceitável”. Em publicação na rede social X, ele afirmou que o ato foi praticado por uma minoria extremista que não representa toda a comunidade haredim.

    “Não toleraremos nenhum ataque aos militares e às forças de segurança da IDF, que desempenham suas funções com dedicação e determinação”, acrescentou Netanyahu.

    A polícia informou que utilizou granadas de efeito moral para dispersar a multidão. Três agentes ficaram feridos e viaturas foram danificadas.

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    Em Israel, o serviço militar é obrigatório tanto para homens quanto para mulheres.

    Mas os judeus ultraortodoxos, também chamados de haredim, podem evitar uma convocação caso façam parte das escolas talmúdicas onde se dedicam ao estudo dos textos sagrados

    A isenção foi criada em 1948 por David Ben Gurion, fundador do Estado de Israel. A comunidade ultraortodoxa mais do que dobrou nas últimas sete décadas e agora representa 14% da população de Israel.

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    No fim do ano passado, milhares de pessoas participaram de um dos maiores atos contra o alistamento da comunidade em anos.

    Em Gaza, ao menos 11 palestinos foram mortos pelas forças israelenses nas últimas 24 horas, informaram as autoridades de saúde do enclave.

    O Exército israelense afirmou ter realizado bombardeios em resposta a supostas violações do cessar-fogo próximas à chamada Linha Amarela, que separa áreas sob controle israelense do restante do território.

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