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Mercosul expressa preocupação, mas não expulsa a Venezuela

Todos os presidentes assinaram a declaração, exceto Evo Morales, da Bolívia

Por Da redação - Atualizado em 21 jul 2017, 17h46 - Publicado em 21 jul 2017, 16h28

O bloco aduaneiro sul-americano Mercosul e outros países da região pediram o restabelecimento da ordem constitucional na Venezuela e expressaram preocupação com a crise política e econômica no país caribenho.

Conforme uma declaração divulgada pela chancelaria argentina, “Os Estados-membros do Mercosul e os Estados associados de Chile, Colômbia e Guiana, assim como o México, reiteram sua profunda preocupação com o agravamento da crise política, social e humanitária na República Bolivariana da Venezuela”.

Todos os presidentes assinaram a declaração – exceto Evo Morales, da Bolívia. Apesar disso, não houve nenhum acordo durante a cúpula em relação a sanções ou a uma possível expulsão da Venezuela,

A situação da Venezuela, onde a violência política tem crescido nos últimos meses, foi um dos temas centrais da reunião do Mercosul – formado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai – realizada entre quarta-feira e sexta-feira na cidade argentina de Mendoza.

A Venezuela foi suspensa do Mercosul no fim do ano passado por não cumprir os requisitos exigidos para fazer parte do bloco, em meio a fortes críticas dos membros do grupo ao governo de esquerda de Nicolás Maduro.

Vários governos da América, entre eles Estados Unidos, Brasil, México, Peru e Argentina, têm pedido a Maduro que suspenda a eleição de uma Assembleia Nacional Constituinte.

Essa iniciativa é rejeitada pela maioria dos venezuelanos, que temem a suspensão das eleições no país e a perpetuação do chavismo no poder. Manifestantes contrários ao governo têm realizado protestos constantes. A repressão do regime já deixou mais de 100 mortos nos últimos três meses.

(Com Reuters)

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