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Menino equatoriano de 5 anos detido pelo ICE nos EUA está ‘deprimido’, diz deputado

Congressista democrata visitou Liam Conejo, preso em uma operação em Minneapolis, no centro de detenção do Texas em que permanece com o pai

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jan 2026, 12h32 • Atualizado em 29 jan 2026, 12h36
  • O menino equatoriano de cinco anos que foi detido em Minneapolis pelo ICE, a polícia migratória dos Estados Unidos, está “deprimido e triste”, informou na quarta-feira 28 o deputado democrata Joaquín Castro após visitá-lo no centro em que o menor permanece com o pai.

    As imagens da detenção de Liam Conejo Ramos, que usava um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila do Homem-Aranha quando foi colocado sob custódia por um policial de imigração, rodaram o mundo e viraram um dos símbolos da revolta da população de Minneapolis com a presença de agentes federais na cidade.

    O menino e seu pai foram detidos em 20 de janeiro durante as operações anti-imigração no estado de Minnesota ordenadas pelo governo de Donald Trump. Ao longo das últimas seis semanas em que o ICE e a CPB (patrulha de fronteiras) foram despachadas para lá, dois cidadãos americanos morreram baleados por agentes federais, provocando protestos por todo o país.

    Temor pela saúde mental

    Castro visitou o menino de cinco anos e seu pai, Adrián Conejo Arias, no centro de detenção para famílias migrantes de Dilley, no Texas.

    “O pai diz que (o menino) não é o mesmo, que está dormindo muito porque está deprimido e triste”, afirmou o representante democrata pelo Texas em um vídeo publicado no X (ex-Twitter).

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    O congressista argumentou que a família está no país em situação legal — originários do Equador, eles se apresentaram a agentes da fronteira no Texas em dezembro de 2024 para solicitar asilo e aguardavam os trâmites em Minnesota — e que ambos deveriam ser liberados. “Estou preocupado com a saúde mental dele”, acrescentou Castro.

    Na terça-feira, um juiz federal bloqueou temporariamente a possibilidade de deportação de Liam e seu pai. Segundo a imprensa local, ambos têm um processo pendente em um tribunal de imigração. A justiça também impediu a transferência dos dois do centro de detenção de Dilley, local para onde são levadas famílias migrantes com filhos menores de idade detidas sob acusações de violação das leis de entrada no país.

    Mais de 100 pessoas protestaram na quarta-feira diante do centro de detenção, mas a manifestação foi dispersada com gás lacrimogêneo pelas forças de segurança.

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    “Isca”

    Liam foi pego com o pai na entrada de sua casa na região metropolitana de Minneapolis, após ele buscar o menino na pré-escola. O advogado da família acusou o ICE de, após a detenção de Adrián, usar a criança como “isca” para prender a mãe, que estava em casa mas não abriu a porta pelo temor de ser também, presa, e teria “implorado” que deixassem Liam com um vizinho.

    Um agente “o levou até a porta e o instruiu a bater, pedindo para entrar, a fim de verificar se havia mais alguém em casa — essencialmente usando uma criança de 5 anos como isca”, disse o advogado. A agência federal, por sua vez, sustentou que o menino foi “abandonado” pelo pai, a quem acusou de tentativa de fuga no momento da prisão. O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) afirmou ainda que o próprio pai pediu que o filho ficasse com ele.

    Liam foi pelo menos a quarta criança a ter sido detida em operações em Minnesota, que costumam visar um ou ambos os pais. As outras têm entre 10 e 17 anos.

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