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May apresenta novo plano para tentar romper impasse do Brexit

Premiê oferece a deputados possibilidade de aprovar ou não um 2º referendo; oposição afirma que projeto é antigo acordo 'requentado'

Por Da Redação - 21 maio 2019, 18h40

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, apresentou nesta terça-feira, 21, seu “novo projeto de acordo” para a separação britânica da União Europeia (UE). Esta será a quarta tentativa da premiê de romper o impasse sobre o Brexit no Parlamento.

O novo pacto apresentado por May inclui uma união aduaneira temporária com a União Europeia, válida até as próximas eleições gerais no Reino Unido, além de garantias para manter os direitos trabalhistas e os padrões ambientais. Também prevê que os parlamentares possam votar sobre a convocação de um eventual segundo referendo sobre o Brexit.

A premiê alertou que o projeto de lei, que chegará ao Parlamento na primeira semana de junho, é a “última oportunidade” para que o Reino Unido “cumpra o resultado” da consulta popular de junho de 2016, no qual prevaleceu a opção de abandonar a União Europeia.

Os impasses para conseguir apoio do próprio partido levaram May a tomar “a difícil decisão de tentar chegar a um acordo com as demais forças”, ressaltou. A primeira-ministra manteve sua promessa de renunciar ao cargo depois da aprovação do acordo.

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“Digo com convicção a cada parlamentar ou cada partido: eu fiz concessões, agora peço que vocês façam concessões”, afirmou. “Recebemos uma instrução clara do povo que devemos representar, então me ajudem a encontrar uma maneira de honrar esta instrução, mobilizar nosso país e nossa política e construir o futuro melhor que todos nós queremos ver”.

Embora as conversas de May com o opositor Partido Trabalhista não tenham resultado em um acordo específico, facilitaram uma aproximação de posturas em diversos âmbitos, segundo a governante.

O ponto de maior tensão era a criação de uma união aduaneira com a União Europeia após o Brexit, o modelo de futura relação comercial que os trabalhistas defendem. Os membros do Partido Conservador, do qual May faz parte, repudiam a ideia.

May voltou a se mostrar contra essa proposta, por considerar que impediria o Reino Unido de forjar a sua própria política comercial, mas aceitou submeter a uma votação a possibilidade de estabelecer uma união aduaneira temporária, até as próximas eleições, previstas para 2022.

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Uma parte dos trabalhistas também reivindica um segundo referendo para que os britânicos possam se pronunciar sobre os termos de saída da União Europeia, caso o Parlamento os ratifique. A primeira-ministra também se manifestou contra essa consulta, mas anunciou que o texto que apresentará no início de junho obrigará a Câmara dos Comuns a se pronunciar se quer convocar um novo referendo ou não.

Complicações

As perspectivas de aprovação do pacto, contudo, não são boas. O líder trabalhista, Jeremy Corbyn, disse que sua sigla não pode votar a favor projeto. Afirmou também que a nova proposta da premiê não passa da “posição do governo requentada” em conversas com os governistas, que fracassaram na semana passada.

“É um truque de uma primeira-ministra desesperada, que ficou sem opções, recusa-se a ceder e deixou o Parlamento e o país de escanteio durante três anos”, disse a parlamentar trabalhista Seema Malhotra.

Vários conservadores eurocéticos de destaque, como o ex-ministro do Brexit David Davis e Jacob Rees-Mogg, também disseram que não votarão a favor do projeto de lei no início de junho.

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O Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte (DUP), que sustenta o governo de May, disse que os “defeitos fatais” de seu acordo original permanecem e que a legenda teme que o pacto force a Irlanda do Norte a se separar do resto do Reino Unido.

(Com Reuters e EFE)

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