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Maior porta-aviões do mundo chega ao Caribe e eleva tensão entre EUA e Venezuela

Deslocamento do USS Gerald R. Ford ocorre em meio à escalada de ataques americanos na costa venezuelana

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 nov 2025, 16h33 •
  • O maior porta-aviões do planeta, o USS Gerald R. Ford, entrou nesta terça-feira, 11, na área de operações do Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos, que cobre o Caribe e parte da América do Sul. A movimentação aumenta o clima de tensão entre Washington e Caracas, em meio a constantes ataques americanos a embarcações identificadas como “narcoterroristas” na costa venezuelana. Poucas horas após o anúncio, o regime de Nicolás Maduro declarou “alerta máximo” e ordenou a mobilização de tropas terrestres, navais e aéreas, afirmando que o país está preparado para “qualquer agressão estrangeira”.

    O Pentágono afirmou que o deslocamento do porta-aviões faz parte de uma operação para reforçar a vigilância e a capacidade de resposta a ameaças que coloquem em risco a segurança no hemisfério ocidental. Com capacidade para transportar dezenas de caças e operando com uma frota de escolta, o Gerald Ford passa a integrar o grupo de navios e aeronaves americanos posicionados no Caribe e em Porto Rico, onde uma base militar desativada havia mais de vinte anos foi reativada recentemente.

    Tensão

    A chegada da embarcação ocorre em meio à intensificação das ações militares americanas na região. Desde setembro, os Estados Unidos realizaram ao menos vinte ataques nas águas do Caribe e Pacífico, destruindo embarcações que, segundo o governo de Donald Trump, estariam ligadas ao narcotráfico. As ofensivas deixaram 75 mortos e ampliaram o confronto entre os dois países. Caracas acusa Washington de usar o combate às drogas como pretexto para interferir em seus assuntos internos e orquestrar a derrubada de Maduro.

    Em comunicado, o Ministério da Defesa venezuelano confirmou o desdobramento total das forças armadas, incluindo unidades terrestres, fluviais e aéreas, além de contingentes civis da Milícia Bolivariana. Maduro tem alternado mensagens de confronto e apelos por diálogo, ao mesmo tempo em que busca apoio de aliados como Rússia, China e Irã. Moscou já indicou estar disposta a ajudar Caracas em caso de conflito direto.

    Potencial de escalada

    Em Washington, Trump disse ter autorizado a CIA a atuar em território venezuelano e avalia medidas mais agressivas, entre elas a ocupação de instalações petrolíferas controladas pelo regime chavista. O governo americano afirmou que vai usar “toda a força” contra a Venezuela.

    Enquanto setores mais duros da Casa Branca defendem uma resposta militar, outros tentam conter uma escalada que possa levar a um confronto direto. A Europa também acompanha o avanço da crise. Na cúpula entre a União Europeia e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), realizada na segunda-feira 10, líderes expressaram preocupação com o aumento da presença militar estrangeira no Caribe e, sem citar os Estados Unidos, pediram “garantias de segurança marítima e estabilidade regional”.

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