Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Maior iceberg do mundo está se partindo na costa da Antártida, dizem cientistas

A23a perdeu quase metade de sua área após sair das águas antárticas em direção ao norte

Por Flávio Monteiro e Júlia Sofia
3 set 2025, 16h06 •
  • O iceberg A23a, classificado como “o maior iceberg do mundo”, está se partindo em “pedaços muito grandes”, afirmaram cientistas do British Antarctic Survey (BAS) nesta quarta-feira, 3, perdendo a posição de “liderança” em relação aos seus concorrentes. Localizado no Oceano Atlântico Sul, o bloco de gelo tem sido monitorado desde que se desprendeu da Antártida, em 1986.

    “Ele está se quebrando rapidamente e desprendendo pedaços muito grandes, chamados de grandes icebergs pelo Centro Nacional de dados sobre Gelo e Neve dos Estados Unidos (NSIDC, na sigla em inglês), que os monitora”, afirmou à emissora americana CNN o oceanógrafo do BAS, Andrew Meijers.

    Meses atrás, a geleira tinha mais de 3.600 km² de área, dimensões semelhantes ao estado americano de Rhode Island, sendo considerado o maior iceberg do mundo desde a década de 80. No entanto, ela foi diminuindo de tamanho após se deslocar para o norte da Antártida e entrar em contato com um clima mais ameno do que o existente nas proximidades do gélido continente. Atualmente, o desprendimento de grandes pedaços fez com que sua área fosse reduzida a 1.700km².

    A mudança transferiu a coroa de maior iceberg do mundo para o bloco D15a, com mais de 3 mil km². O A23a ainda detém o 2º lugar, mas por pouco tempo, uma vez que a fragmentação deve continuar nas próximas semanas, fazendo a geleira se transformar em múltiplos icebergs “pequenos demais para serem rastreados”, segundo Meijers.

    Em março, o A23a ficou encalhado a 70 km da Ilha Geórgia do Sul, após anos flutuando nas águas antárticas. Se esperava que o glaciar permanecesse em sua posição, onde não causaria impactos negativos significantes para a vida selvagem. No entanto, ele se soltou meses depois, e seu deslocamento, atrelado ao derretimento do gelo, deve impactar organismos do fundo do mar devido à enorme liberação de água doce fria.

    Desde 2000, as plataformas de gelo da Antártida já perderam cerca de 6 trilhões de toneladas de massa, um fenômeno diretamente associado ao aquecimento global. Pesquisadores alertam que, se a temperatura global subir entre 1,5°C e 2,0°C acima dos níveis pré-industriais, o derretimento das calotas polares pode elevar o nível do mar em vários metros, atingindo um ponto sem retorno. O ano passado já foi o primeiro da história em que a temperatura média global ultrapassou 1,5°C.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).