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Maduro fará a primeira aparição em juízo nesta segunda-feira

Esposa do líder venezuelano, Cilia Flores, também deve comparecer ao Tribunal Distrital Federal de Manhattan com o marido

Por Redação 4 jan 2026, 21h33 • Atualizado em 4 jan 2026, 21h53
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    Nicolás Maduro deve fazer sua primeira aparição em juízo nesta segunda-feira, ao meio-dia (14h, no horário de Brasília). A sessão será conduzida pelo juiz Alvin K. Hellerstein, segundo comunicado da corte.

    A esposa de Maduro, Cilia Flores, também deve comparecer ao tribunal. Ainda não foram detalhados os termos da audiência nem as acusações que serão formalmente apresentadas.

    Maduro passou a noite em um centro de detenção em Nova York após ter sido capturado por militares norte-americanos em Caracas, conforme relataram autoridades dos Estados Unidos. Ele está detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn.

    Conhecido como a “prisão dos famosos”, o MDC abriga mais de 1,3 mil detentos e é frequentemente descrito por relatos oficiais e de ex-presos como uma unidade com condições precárias. Construído na década de 1990, o local já recebeu detentos de grande repercussão pública, como os músicos R. Kelly e Sean “Diddy” Combs.

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    Maduro tornou-se alvo direto de Donald Trump por ser apontado pelo governo americano como chefe do chamado Cartel de los Soles, grupo recentemente classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista internacional. As autoridades afirmam que, por se tratar de uma penitenciária federal, o MDC é a única unidade disponível em Nova York para mantê-lo sob custódia.

    Após a prisão do líder venezuelano, Trump afirmou que os Estados Unidos capturaram Maduro e Cilia Flores e que o líder venezuelano passou a ser o principal foco das ameaças do governo americano. Ele também disse que Maduro deverá permanecer detido em uma penitenciária federal enquanto o caso tramita na Justiça.

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que Washington não pretende governar a Venezuela, mas que utilizará o bloqueio do petróleo como instrumento de pressão política e econômica sobre o país. Segundo ele, a estratégia busca forçar mudanças no comando do governo venezuelano.

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    Trump afirmou ainda que os Estados Unidos estariam trabalhando em conjunto com Delcy Rodríguez após a captura de Maduro. Em uma das declarações, disse que ela estaria disposta a aceitar as condições impostas por Washington para “tornar a Venezuela grande novamente”. Neste domingo, porém, o republicano subiu o tom e disse que a presidente interina “não tem escolha”, e ameaçou que, caso ela não coopere com Washington, sofrerá consequências “piores”, sem detalhar os termos dessa articulação.

     

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