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Linchamento de hindu em Bangladesh eleva tensão com Índia e centenas vão às ruas

Ambos os países suspenderam a emissão de vistos e manifestantes indianos pedem boicote ao vizinho, de maioria muçulmana

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 dez 2025, 08h38 • Atualizado em 23 dez 2025, 08h39
  • Centenas de pessoas saíram às ruas de Nova Délhi nesta terça-feira, 23, para um protesto que se concentrou em frente ao Alto Comissariado Adjunto de Bangladesh, após o linchamento de um homem hindu sob a acusação de blasfêmia. O crime exacerbou as tensões entre a Índia, onde a maioria da população segue o hinduísmo, e seu vizinho, predominantemente muçulmano.

    Na semana passada, o operário Dipu Chandra Das, de 27 anos, foi espancado antes de ser ateado em fogo no distrito de Mymensingh, em Bangladesh, por uma multidão que o acusou de fazer comentários depreciativos sobre o Profeta Maomé. Pelo menos dez pessoas foram presas em conexão com sua morte.

    O protesto desta terça, convocada por grupos hindus, envolveu confrontos entre policiais e manifestantes, que tentaram romper barricadas montadas perto do Alto Comissariado. Eles também queimaram fotos de Muhammad Yunus, conselheiro-chefe de Bangladesh, alguns segurando cartazes exigindo um “boicote” à nação muçulmana. Também houve atos em outras partes do país, incluindo o território de Jammu e Caxemira.

    O linchamento piorou as relações entre a Índia e a nação vizinha, já tensas desde que a ex-premiê bengali se exilou em Nova Délhi após ser deposta, há poucas semanas das eleições parlamentares em Bangladesh. Ambos os países suspenderam a emissão de vistos, e Bangladesh afirmou ter convocado nesta terça o embaixador indiano para expressar preocupação com “protestos violentos” em frente a missões diplomáticas, instando a Índia a investigar os incidentes.

    Um protesto semelhante já havia ocorrido no sábado 20, em Nova Délhi. No último domingo, Ministério das Relações Exteriores indiano declarou que o ato foi composto por “20 a 25 jovens” e foi dispersado ​​pela polícia após alguns minutos. A pasta acrescentou que a Índia está “comprometida em garantir a segurança das missões estrangeiras”.

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    As tensões surgem em um momento em que Bangladesh enfrenta dificuldades para lidar com uma revolta interna causada pela morte do líder pró-democracia Sharif Osman Hadi, que foi baleado na cabeça após o lançamento de sua campanha para as eleições parlamentares de fevereiro, na semana passada.

    Seu assassinato desencadeou manifestações generalizadas, que culminaram em incêndios e vandalismo contra sedes de importantes veículos de comunicação e instituições culturais.

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