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Líderes africanos se reúnem para definir ajuda ao Mali

Encontro ocorre neste sábado em Abidjan, na Costa do Marfim

Por Da Redação 19 jan 2013, 11h21

Os países membros da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) se reúnem neste sábado na cidade de Abidjan, na Costa do Marfim, para definir como será sua atuação no conflito entre rebeldes islâmicos armados e o exército do Mali, intensificado no início de janeiro. Segundo uma fonte da agência Reuters, os chefes de estado africanos cogitam enviar cerca de 5 000 soldados ao país. Eles devem se juntar aos 2 000 soldados franceses que se encontram no local de conflito (próximo à cidade histórica da Tombuctu), depois que autoridades do Mali pediram auxílio à Organização das Nações Unidas (ONU), em dezembro do ano passado.

Entenda o caso

  1. • No início de 2012, militantes treinados na Líbia impulsionam uma grande revolta dos tuaregues no norte do Mali. Em março, o governo sofre um golpe de estado.
  2. • Grupos salafistas, com apoio da Al Qaeda, aproveitam o vácuo de poder para tomar o norte do país – onde impõem um sistema baseado nas leis islâmicas da ‘sharia’.
  3. • Em janeiro de 2013, rebeldes armados, com ideais bastante heterogêneos, iniciam uma ofensiva em direção ao sul do Mali, e o presidente interino, Dioncounda Traoré, pede socorro à França.
  4. • Com o aval das Nações Unidas, François Hollande envia tropas francesas e dá início a operações aéreas contra os salafistas, numa declarada guerra contra o terrorismo.

De acordo com a fonte, as tropas africanas devem chegar ao Mali preparadas para um período de dez dias de conflito. “O problema é depois. Quem pagará por isso? E quais mecanismos serão usados para pagar? O dinheiro é a grande questão”, disse a fonte.

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Ao jornal francês ‘Le Parisien’, o presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, afirmou que as forças armadas de seu país estão prontas para intervir no Mali. “Os grupos jihadistas já desestabilizaram o Mali. Se nada for feito, eles desestabilizarão todos os países do Sahel. O atentado de In Amenas, na Arélia, é prova disso”, afirmou. Sahel é uma faixa de terra que separa o deserto do Saara do sul da África.

O ministro de Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, afirmou neste sábado que pode elevar o número de soldados no Mali para 2 500. Em entrevista à rede de televisão ‘France 3’, Le Drian declarou que, incluindo todas as forças envolvidas, em particular de países próximos ao Mali, o número de soldados destacados para as missões é de 2.900.

O recente atentado no campo de gás de In Amenas, na Argélia, atribuído do grupo islâmico Batalhão de Sangue é considerado um tipo de “vingança” dos rebeldes pelas invasões de tropas francesas no Mali. Segundo a agência de notícias ANI, da Mauritânia, que dá voz aos terroristas, líderes do Batalhão de Sangue querem negociar a liberação de reféns estrangeiros em troca da saída das tropas francesas do Mali.

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