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Líbano investiga bomba como possível causa da explosão, diz presidente

Governo quer determinar se detonação no porto de Beirute foi causada por negligência, acidente ou uma possível interferência externa

Por Da Redação - Atualizado em 7 ago 2020, 10h20 - Publicado em 7 ago 2020, 09h56

O presidente do Líbano, Michel Aoun, afirmou nesta sexta-feira, 7, que foi aberta uma investigação para determinar se a explosão no armazém da região portuária de Beirute do começo desta semana foi causada por negligência, acidente ou uma possível interferência externa. “A causa não foi determinada ainda. Há a possibilidade de interferência externa por um míssil ou uma bomba ou outro ato”, disse Aoun.

A detonação de terça deixou ao menos 154 mortes e cerca de 5.000 feridos. Vários bairros de Beirute tiveram danos em casas e prédios, e dezenas de milhares de pessoas ficaram desabrigadas.

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O presidente afirmou que a investigação sobre a explosão tenta descobrir três questões. “Primeiro, como o material entrou e foi armazenado, segundo se a explosão foi resultado de negligência ou acidente e, em terceiro, se houve interferência externa”.

Segundo o governo, a explosão de terça 4 foi causada pela detonação de 2.750 toneladas de nitrato de amônio que estavam armazenadas de forma incorreta no porto de Beirute. A investigação busca saber o que gerou a detonação.

Segundo a emissora árabe Al Jazeera, membros do governo libanês sabiam há mais de seis anos que a substância estava armazenada no porto de Beirute e estavam cientes dos perigos que isso representava.

A carga de nitrato de amônio chegou ao Líbano em setembro de 2013, a bordo de um navio de propriedade russa com uma bandeira da Moldávia. O barco estava indo da Geórgia para Moçambique, mas foi obrigado a atracar em Beirute após falhas técnicas. Após meses no local, a tripulação foi autorizada a desembarcar e a carga foi armazenada temporariamente, mas os produtos nunca saíram de lá.

Ao longo dos últimos anos, chefes da alfândega libanesa enviaram ao menos seis cartas à Justiça e a outras autoridades pedindo que fosse dado um destino ao material, mas não obtiveram respostas.

O presidente Michel Aoun disse estar determinado a investigar e revelar o que aconteceu o mais rápido possível, assim como responsabilizar os culpados.

(Com Reuters)

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