Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Líbano adia eleições por até 2 anos após país ser arrastado para guerra no Oriente Médio

Parlamento decide estender o próprio mandato, que deveria ser renovado em maio, enquanto o país é pego no fogo cruzado de Israel e Hezbollah

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 mar 2026, 09h46 •
  • O Parlamento do Líbano aprovou nesta segunda-feira, 9, a extensão de seu próprio mandato por mais dois anos em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, adiando as eleições legislativas que estavam previstas para maio.

    A decisão foi confirmada em um comunicado divulgado pelo gabinete do presidente do Parlamento, Nabih Berri. Segundo a nota, 76 dos 128 parlamentares votaram a favor da medida. 

    As últimas eleições parlamentares no Líbano ocorreram em 2022. Mesmo antes da escalada do conflito no Oriente Médio, autoridades já discutiam a possibilidade de estender o mandato do atual parlamento.

    O Líbano foi arrastado para a guerra na região depois que a milícia armada Hezbollah, aliada do Irã, bem como do Hamas, lançou mísseis contra Israel na semana passada.

    O grupo xiita afirmou que a ação teve como objetivo “vingar” a morte do aiatolá Ali Khamenei, ocorrida durante os ataques aéreos de Israel e dos Estados Unidos há dez dias, que deram início ao conflito que toma contornos cada vez mais amplos e regionais.

    Continua após a publicidade

    Em resposta, Tel Aviv enviou soldados para o sul do Líbano e realizou ataques aéreos contra o país. De acordo com o Exército israelense, o plano é ocupar por tempo indeterminado a região, com objetivo de reduzir ações do Hezbollah, o que encerrou de vez um cessar-fogo firmado no ano passado (e violado diversas vezes parte a parte) para interromper mais de dois anos de hostilidades entre os militares e combatentes xiitas.

    O ministro da Saúde libanês, Rakan Rakan Naseredin, anunciou em uma entrevista coletiva no domingo que os bombardeios israelenses no Líbano mataram 394 pessoas em uma semana, incluindo 83 crianças e 42 mulheres. 

    Naseredin também denunciou ataques contra “equipes médicas e ambulâncias” e informou a morte de nove socorristas em uma semana.

    O Ministério de Assuntos Sociais do Líbano, enquanto isso, afirmou no domingo 8 que 517 mil pessoas foram deslocadas desde a retomada do conflito entre Hezbollah e Israel. De acordo com a agência de notícias AFP, bairros inteiros do sul libanês ficaram desertos.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).