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Leão XIV condena líderes que usam religião para justificar políticas nacionalistas: ‘Blasfêmia’

Sem citar nomes específicos, primeiro papa americano diz que a fé é cada vez mais instrumentalizada em prol da violência e batalhas políticas

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 dez 2025, 09h55 •
  • O papa Leão XIV, em mensagem transmitida nesta quinta-feira, 18, condenou líderes que invocam crenças religiosas para justificar conflitos ou políticas nacionalistas, classificando isso como uma forma de blasfêmia. Primeiro pontífice natural dos Estados Unidos, ele não citou nomes específicos, mas pediu que os fiéis resistam à instrumentalização da fé dessa forma.

    “Infelizmente, tornou-se cada vez mais comum arrastar a linguagem da fé para batalhas políticas, abençoar o nacionalismo e justificar a violência e a luta armada em nome da religião”, disse Leão na mensagem de quatro páginas divulgada antes do Dia Mundial da Paz, celebrado em 1º de janeiro. “Os fiéis devem refutar ativamente, sobretudo pelo testemunho de suas vidas, contra essas formas de blasfêmia que profanam o santo nome de Deus.”

    O papa também alertou contra o uso da inteligência artificial em guerras: “Há uma crescente tendência entre líderes políticos e militares de se esquivarem da responsabilidade, à medida que decisões sobre vida e morte são cada vez mais ‘delegadas’ a máquinas. Isso representa uma traição sem precedentes e destrutiva aos princípios jurídicos e filosóficos do humanismo que fundamentam e protegem todas as civilizações”, disse ele.

    À frente de um rebanho de 1,4 bilhão de fiéis desde que foi eleito por cardeais de todo o mundo para suceder o falecido papa Francisco, Leão falou diversas vezes ao longo do ano sobre os desafios impostos pela inteligência artificial. Ele também condenou a violência em nome da religião em sua primeira viagem ao exterior, no mês passado. O pontífice disse a líderes na Turquia e no Líbano que eles devem “rejeitar veementemente o uso da religião para justificar guerras, violência ou qualquer forma de fundamentalismo”.

    Na nova mensagem, o papa também lamentou o aumento global de gastos militares, citando dados do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI) que indicam que o orçamento para o setor bélico aumentou 9,4% em 2024, atingindo um total de US$ 2,7 trilhões, ou 2,5% do PIB global. “Uma lógica de confronto agora domina a política global, aprofundando a instabilidade e a imprevisibilidade a cada dia”, disse Leão.

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