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Kim Jong-un manda Coreia do Norte ampliar produção de mísseis em 2026

Regime ordena expansão de fábricas de munição e construção de novas plantas em meio a fortalecimento militar e à aproximação com a Rússia

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 dez 2025, 16h19 • Atualizado em 26 dez 2025, 16h33
  • O líder norte-coreano, Kim Jong-un, determinou que o país aumente de forma significativa a produção de mísseis e munições a partir de 2026. A ordem foi dada durante visitas a fábricas do setor bélico e divulgada nesta sexta-feira, 26, pela agência de notícias estatal KCNA. Segundo o regime, a meta é atender à crescente demanda das forças de mísseis e artilharia do país.

    Acompanhado na visita por altos funcionários, Kim afirmou que as unidades industriais devem se preparar para cumprir os “requisitos antecipados das operações das forças de mísseis e artilharia do Estado”. O ditador também ordenou a ampliação da capacidade produtiva existente e a construção de novas fábricas de armamentos, classificando o setor como “crítico para o fortalecimento da dissuasão militar”.

    Nos últimos anos, a Coreia do Norte intensificou os testes e lançamentos de mísseis. Analistas avaliam que o regime busca aprimorar a precisão de seus ataques, pressionar Estados Unidos e Coreia do Sul e testar armamentos antes de uma eventual exportação — especialmente para a Rússia.

    Kim já declarou “apoio incondicional” à guerra de Moscou contra a Ucrânia, em um momento de estreitamento dos laços entre os dois países.

    De acordo com governos ocidentais e a administração sul-coreana, Pyongyang teria enviado munições e milhares de soldados para apoiar o esforço de guerra russo. Militares norte-coreanos estariam atuando na região de Kursk, sob ataque de forças ucranianas desde uma invasão surpresa lançada em agosto do ano passado.

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    Em junho, um grupo de monitoramento formado por Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão e outros oito países classificou a aliança militar entre Rússia e Coreia do Norte como “ilegal”, por violar sanções impostas pela ONU. O relatório aponta que o pacto permitiu que Pyongyang financiasse seu programa de mísseis balísticos, além de levantar preocupações sobre uma possível transferência de tecnologias avançadas por parte de Moscou para a indústria nuclear norte-coreana.

    A ordem para ampliar a produção de armamentos faz parte de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento armamentista. Um dia antes do anúncio, o regime divulgou imagens do que aparenta ser o casco quase concluído de um submarino movido a energia nuclear — a primeira notícia sobre a nova embarcação desde março. Pyongyang afirma que o submersível será equipado com armas nucleares e o descreve como um “submarino estratégico de mísseis guiados”.

    Especialistas acreditam que o submarino pode iniciar testes no mar nos próximos meses. A embarcação integra uma lista de armamentos avançados apresentada por Kim em uma conferência política em 2021, que incluía mísseis intercontinentais de combustível sólido, armas hipersônicas, satélites espiões e mísseis com múltiplas ogivas.

    Parte desses sistemas já foi testada, e recentemente o regime revelou um novo destróier, apontado por Kim como um avanço na capacidade de ataque preventivo das forças nucleares e navais do país.

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