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Black das Blacks: VEJA com preço absurdo

Julgamento de Bolsonaro é capa da ‘Economist’: ‘Brasil oferece aos EUA lição de maturidade’

Revista britânica argumenta que os dois países 'trocaram de lugar' em termos de saúde da democracia

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 28 ago 2025, 13h18 - Publicado em 28 ago 2025, 11h57

A recém-publicada edição impressa da revista britânica The Economist deu destaque em sua capa ao julgamento por suposto envolvimento na trama golpista do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesta quinta-feira, 28, principal reportagem da publicação, intitulada “O Brasil oferece aos Estados Unidos uma lição de maturidade democrática”, afirma que o processo em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) pode dar um exemplo de como países se recuperam de “uma febre populista” e que a nação sul-americana “trocou de lugar” com Washington em termos democráticos.

Na imagem da capa, o brasileiro aparece em uma ilustração em alusão ao “viking do Capitólio”, um dos invasores à sede do legislativo federal dos Estados Unidos, em 2021, quando apoiadores de Donald Trump tentaram impedir que o Congresso certificasse a vitória de Joe Biden, vencedor da disputa.

A escolha vem num momento em que o presidente americano usa o poderio econômico de seu país para intimidar parceiros econômicos mundo afora com tarifas — com destaque especial para o Brasil, onde a justificativa para a aplicação da punição econômica está ligada a acusações de “motivação política” por trás das investigações sobre Bolsonaro e trouxe consequências sem precedentes para o ministro que lidera o caso, Alexandre de Moraes, com sanções por meio da Lei Magnitsky.

“Os dois países parecem estar trocando de lugar. Os Estados Unidos estão se tornando mais corruptos, protecionistas e autoritários — com Donald Trump esta semana mexendo com o Federal Reserve (banco central americano) e ameaçando cidades controladas pelos democratas (com o envio da Guarda Nacional). Em contraste, mesmo com o governo Trump punindo o Brasil por processar Bolsonaro, o próprio país está determinado a salvaguardar e fortalecer sua democracia”, afirma a reportagem da Economist.

Essas ações, a revista continua, “remetem a uma era sombria e passada, em que os Estados Unidos habitualmente desestabilizavam os países latino-americanos”.

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De acordo com a reportagem, um dos motivos pelos quais o Brasil promete ser diferente de outros países é que “a memória da ditadura ainda está fresca”: a redemocratização ocorreu a menos de quarenta anos. Além disso, destaca que a maioria dos brasileiros acredita que Bolsonaro tentou dar um golpe para se manter no poder e que a maioria dos políticos do país, tanto de esquerda quanto de direita, “quer deixar para trás a loucura de Bolsonaro e sua polarização radical”.

O texto argumenta ainda que a interferência de Trump “provavelmente sairá pela culatra”, uma vez que apenas 13% das exportações brasileiras vão para os Estados Unidos, e consistem principalmente de commodities, para as quais novos mercados podem ser encontrados.

“Até agora, os ataques de Trump apenas fortaleceram a posição de Lula nas pesquisas de opinião e lhe deram uma desculpa perfeita para qualquer notícia econômica ruim antes da próxima eleição, em outubro de 2026”, diz o texto.

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