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Japão reativa maior usina nuclear do mundo, 15 anos após acidente em Fukushima

Desastre foi provocado por terremoto de magnitude 9, seguido de um tsunami

Por Luiza Zubelli 21 jan 2026, 16h58 •
  • O Japão reativou parcialmente, nesta quarta-feira, 21, a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, considerada a maior do mundo. Nesta primeira etapa, apenas um dos sete reatores foi religado.

    A retomada das operações acontece 15 anos depois do acidente de Fukushima, que obrigou o país a desativar todos os seus reatores nucleares. O desastre foi provocado por um terremoto de magnitude 9, seguido de um tsunami, que devastou a usina de Fukushima-Daiichi. 

    “Recebemos a aprovação da Autoridade de Regulamentação Nuclear para a reativação do reator e, às 19h02 do mesmo dia, removemos as barras de controle e iniciamos a operação dele”, afirmou a Tokyo Eletric Power Company (Tepco), a responsável pela usina, em um comunicado oficial. “Continuaremos a verificar a integridade dos equipamentos e responderemos à inspeção do órgão fiscalizador”. 

    O projeto está previsto para começar a operar comercialmente no próximo mês. A central passou por uma série de reforços para a sua reabertura, incluindo a construção de um muro de 15 metros de altura contra tsunamis, a instalação de novos sistemas elétricos de emergência e a adoção de outros dispositivos de segurança.

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    O governador da província de Niigata, onde a usina está localizada, aprovou a reativação no mês passado, apesar de opinião pública contrária. Segundo uma pesquisa realizada em setembro pelo próprio governo, 60% dos moradores da região se opuseram à retomada das atividades nucleares, em comparação aos 37% que apoiaram a iniciativa.

    Desde 2015, o Japão religou 15 dos seus 33 reatores nucleares. A usina de Kashiwazaki-Kariwa é a primeira das que pertencem à Tepco a ser reativada. Críticos afirmam que a empresa não estaria preparada para a reabertura da central. Na época do desastre, a companhia foi acusada, pelo governo japonês, de ser a culpada pelo acidente nuclear em Fukushima. No entanto, um tribunal absolveu três de seus executivos. Apesar da isenção da culpa, o medo alimentou a rejeição da população à energia nuclear.

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    Antes de 2011, quase 30% da eletricidade do Japão vinha da energia nuclear, e o país planejava aumentar esse percentual para 50% até 2030. No entanto, o plano energético sofreu algumas alterações no ano passado e uma meta mais modesta foi definida: o país pretende que a energia nuclear supra 20% das necessidades elétricas até 2040.

    Altamente dependente da importação de energia, o Japão foi um dos primeiros países a usar a radioatividade como uma alternativa aos combustíveis fósseis. Mas, em 2011, todos os 54 reatores do país tiveram que ser desligados após o terremoto mais forte já registrado ter provocado o derretimento do núcleo em Fukushima, causando um dos piores desastres nucleares da história. O acidente causou vazamento radioativo e as comunidades que ali viviam tiveram que deixar o local. Muitas pessoas não retornaram à região, apesar das garantias oficiais de que era seguro voltar. 

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