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Japão quer orçamento militar recorde para 2019

Ministério da Defesa planeja compra de sistemas antimísseis para preparar-se contra potencial ataque da Coreia do Norte e da China

Por Da Redação 31 ago 2018, 10h42 | Atualizado em 31 ago 2018, 15h56
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O Ministério de Defesa do Japão pretende obter um orçamento recorde de 47 bilhões de dólares em 2019 para investir em um sistema antimísseis e na compra de armamento pesado. A justificativa está na ameaça ainda presente, na visão dos militares japoneses, de ataques da Coreia do Norte e da atividade aérea e naval da China.

O valor requisitado ao gabinete do primeiro-ministro, Shinzo Abe, e ao Parlamento representa um aumento de 2,1% em relação ao orçamento de defesa do ano passado. Segundo o jornal The Guardian, Abe aprovou aumentos consecutivos nos gastos militares nos últimos sete anos.

“O ambiente de segurança ao redor do Japão se tornou mais grave e incerto em um ritmo muito mais rápido do que o antecipado cinco anos atrás, quando nós definimos as atuais diretrizes”, afirmou Abe na quarta-feira 29.

Somente para a aquisição de dois sistemas de defesa Aegis contra mísseis, o orçamento prevê despesas de 3,8 bilhões de dólares — duas vezes e meia mais do que os gastos de 2017. O Ministério da Defesa pretende ainda comprar o míssel interceptador SM-3 Block IIA, desenvolvido conjuntamente pelo Japão e pelos Estados Unidos.

Também estão previstas a atualização dos caças F-15 e a compra de seis F-35, além de navios adaptados para o lançamento de mísseis. Os militares pretendem reservar 830 milhões de dólares para projetos contra ciberataques.

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As aquisições de material bélico dos Estados Unidos em 2019, conforme o projeto de orçamento militar, deverão crescer 70%. Será um fator importante para aliviar as queixas de Washington sobre seu déficit comercial com o Japão e para evitar novas medidas restritivas à importação americana de produtos japoneses.

Desde 2016, a Coreia do Norte testou centenas mísseis capazes de atingir o Japão. Em seu relatório ao gabinete e ao Parlamento, o Ministério da Defesa alega que Pyongyang desenvolveu ogivas nucleares em miniatura para serem acopladas aos seus mísseis e que a China tem modernizado seus equipamentos militares. Japão e China disputam ilhas no Mar da China.

 

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