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Israel recusa ajuda ao FBI em investigação de morte de repórter americana

Ministro da Defesa chamou inquérito do assassinato de Shireen Abu Akleh pelo exército israelense de 'interferência em assuntos internos'

Por Da Redação
15 nov 2022, 09h50
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  • Esta imagem de arquivo de folheto obtida de um ex-colega da falecida jornalista de TV veterana da Al-Jazeera, Shireen Abu Aqleh, mostra sua reportagem de Jerusalém em 12 de junho de 2021. - A Al-Jazeera disse Abu Aqleh, 51, uma figura proeminente nas notícias árabes do canal serviço foi morto a tiros por tropas israelenses no início de 11 de maio de 2022, enquanto cobria uma invasão ao campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada. Mas o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, disse que é "provável" que um tiroteio palestino a tenha matado. (Foto por HANDOUT/AFP) / RESTRITO A USO EDITORIAL - CRÉDITO OBRIGATÓRIO "FOTO AFP / " - SEM MARKETING SEM CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS - DISTRIBUÍDO COMO SERVIÇO AOS CLIENTESA Al Jazeera acusou as forças israelenses de matar Shireen “a sangue frio” e disse que ela estava “claramente usando uma jaqueta de imprensa que a identifica como jornalista” //
    A jornalista palestino-estadunidense Shireen Abu Akleh foi morta em maio enquanto cobria ataques militares israelenses na Cisjordânia ocupada. Os palestinos culparam Israel pelo assassinato. 11/05/2022. (Handout/AFP)

    Israel informou nesta terça-feira, 15, que não cooperará com uma investigação do FBI sobre o assassinato da jornalista palestina-americana Shireen Abu Akleh pelo exército israelense. O ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, denunciou o inquérito como “interferência nos assuntos internos de Israel”.

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    “Deixo claro aos representantes americanos que apoiamos os soldados das Forças de Defesa de Israel, que não cooperaremos com nenhum investigação”, afirmou Gantz. “A decisão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos de investigar a infeliz morte de Shireen Abu Akleh é um grave erro.”

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    Ele completou que as Forças de Defesa de Israel conduziram uma investigação independente e profissional, apresentada aos americanos. Contudo, evitar a cooperação complica as relações com Washington e reforça as alegações de um encobrimento israelense da morte de Abu Akleh, enquanto ela fazia uma reportagem sobre um ataque de militares na cidade de Jenin, na Cisjordânia, em maio.

    A investigação do FBI ocorre após meses de pressão da família da jornalista da Al-Jazeera, que acusou a Casa Branca de “esgueirar-se para apagar qualquer irregularidade das forças israelenses”. A família foi apoiada por dezenas de membros do Congresso.

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    “Este é um passo importante”, disse a família de Abu Akleh em um comunicado, que expressou esperança por uma “investigação verdadeiramente independente, credível e completa”. O comunicado observou que a família estava pedindo uma investigação dos Estados Unidos “desde o início”.

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    “É o que os Estados Unidos deveriam fazer quando um cidadão americano é morto no exterior. Especialmente quando foi morto, como Shireen, por militares estrangeiros”, continuou o comunicado.

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    As Forças de Defesa de Israel inicialmente negaram a responsabilidade pela morte de Abu Akleh, culpando atiradores palestinos. Mas investigações das Nações Unidas e de várias organizações de notícias concluíram que a jornalista não estava perto dos palestinos quando foi morta, e que as forças israelenses quase certamente foram responsáveis.

    As Nações Unidas disseram que soldados israelenses dispararam “várias balas aparentemente bem direcionadas” contra Abu Akleh e outros jornalistas.

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    Em setembro, as Forças de Defesa de Israel finalmente admitiram que um de seus soldados provavelmente atirou nela, mas disse que não haveria processos criminais porque nenhuma lei havia sido violada e declarou o caso encerrado. O Departamento de Estado dos Estados Unidos estava preparado para deixar o assunto para lá, mas isso não amenizou a pressão política do Congresso.

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