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Israel envia tropas e assume ‘posição defensiva’ na fronteira com a Síria

Segundo primeiro-ministro, medida é temporária em postos abandonados por exército sírio; forças israelenses dizem que não interferem em situação do país

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 dez 2024, 16h58

Com a tomada do poder por rebeldes sírios e queda do presidente Bashar al-Assad neste domingo, 8, tropas das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) se dirigiram para o norte do país, na fronteira com a Síria, para a tomada de posições que foram abandonadas por membros do exército sírio, segundo o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Nas redes sociais, ele informou que o colapso do governo de Assad é uma ameaça ao Acordo de Separação de Forças de 1974, firmado entre Israel e a Síria, por isso, foi estabelecida a ocupação dos postos em uma ação que, de acordo com ele, será temporária.

Demos ao exército israelense a ordem de assumir essas posições para garantir que nenhuma força hostil se incorpore bem ao lado da fronteira de Israel. Esta é uma posição defensiva temporária até que um arranjo adequado seja encontrado”, escreveu.

Netanyahu citou que a queda de Assad foi o “resultado direto de nossa ação enérgica contra o Hezbollah e o Irã, os principais apoiadores de Assad”, referindo-se aos envolvidos no conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas desde outubro do ano passado. “Desencadeou uma reação em cadeia de todos aqueles que querem se libertar desta tirania e sua opressão.”

O primeiro-ministro declarou que Israel deseja construir uma relação pacífica com as forças que estão assumindo o poder no país, mas destacou que, se não for possível, “faremos o que for preciso para defender o Estado de Israel e a fronteira de Israel”.

Em seu perfil no Telegram, as IDF informaram que não estão interferindo nos eventos internos que ocorrem na Síria.

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Queda de Assad

Após deixar a Síria diante da tomada do poder por grupos rebeldes, o presidente sírio Bashar al-Assad desembarcou na capital russa, Moscou, segundo a agência de notícias estatal TASS. Assad chegou com a família na Rússia, onde receberá asilo, de acordo com uma fonte do Kremlin.

O ditador deixou ordens para uma “transição pacífica de poder”, de acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, que declarou não ter participado da saída do presidente do país.

Desde o último sábado, os rebeldes têm avançado por cidades estratégicas do país. O exército sírio, que tentou conter os radicais e recebeu ajuda da Rússia e do Irã, abandonou a cidade de Homs, a 160 quilômetros da capital, que foi tomada na manhã de sábado. Membros do exército teriam deixado o local de helicóptero.

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A autoria dos levantes é reivindicada pelo grupo jihadista Hayat Tahrir al-Sham (HTS). O grupo nasceu a partir de uma ramificação da Al-Qaeda. No sábado passado, 30, eles tomaram Aleppo, a segunda maior cidade da Síria. Na última quinta, 5, chegaram a Hama, e neste sábado, mais cedo, cercaram Homs. Todas essas cidades são consideradas estratégicas, seja pela localização, seja pelas rotas em direção a países vizinhos.

A queda de Assad marca o fim de uma dinastia de mais de 50 anos. No poder desde 2000, o líder comandou com repressão o país depois de herdar a cadeira do pai, Hafez al-Assad, também presidente por mais de 30 anos. 

A guerra civil síria começou há 13 anos, durante a Primavera Árabe, e se transformou em um conflito sangrento e multifacetado envolvendo grupos de oposição domésticos, facções extremistas e potências internacionais, incluindo os Estados Unidos, o Irã e a Rússia. Mais de 500.000 sírios morreram e milhões fugiram de suas casas.

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