O Exército israelense afirmou que matou três membros do Hamas nesta sexta-feira, 30, incluindo Wissam Khazem, um dos líderes do grupo terrorista na Cisjordânia, em meio ao terceiro dia consecutivo de operações militares na região palestina.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram que “encontraram e eliminaram” Khazem, que era o comandante do Hamas na cidade de Jenin, em um veículo supostamente carregado com armas, munição e dinheiro.
Segundo os militares, outros dois terroristas do Hamas que “operaram sob o comando de Khazem e participaram de ataques a tiro contra comunidades israelenses”, identificados como Maysara Masharqa e Arafat Amer, também foram mortos por um drone enquanto tentavam fugir do veículo.
As Brigadas de Al-Qassam, braço armado do Hamas, confirmaram as três mortes em um comunicado, reconhecendo que Khazem era um de seus líderes em Jenin e descrevendo Masharqa como um de seus “comandantes de campo mais proeminentes” na cidade.
Operação na Cisjordânia
As mortes ocorreram durante o terceiro dia de uma das maiores operações militares já lançadas por Israel na Cisjordânia, uma área parcialmente ocupada pelas forças do país e por colonos judeus. O Exército israelense iniciou incursões por terra e ataques aéreos contra o que o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, chamou de “infraestrutura terrorista islâmica-iraniana”, em referência ao apoio de Teerã a facções pelo Oriente Médio.
Segundo Katz, o avanço em Jenin e Tulkarm objetiva frustrar grupos terroristas. “Devemos lidar com a ameaça assim como lidamos com a infraestrutura terrorista em Gaza, incluindo a evacuação temporária de residentes palestinos e quaisquer medidas que sejam necessárias. Esta é uma guerra em todos os aspectos, e devemos vencê-la”, escreveu ele no X (antigo Twitter).
Pelo menos 11 militantes palestinos já foram mortos na operação israelense que começou na terça-feira, de acordo com a emissora americana CNN. Dentre eles, cinco morreram durante um confronto “dentro e perto de uma mesquita” em Tulkarem, na quinta-feira. No mesmo dia, Israel afirmou ter matado Muhammad Jabber, líder do grupo terrorista Jihad Islâmica Palestina, aliado do Hamas. As FDI afirmaram que ele havia realizado vários ataques terroristas, incluindo um tiroteio em junho na cidade de Qalqilya, na Cisjordânia, que resultou na morte de um civil israelense.
O Ministério da Saúde da Palestina informou na terça-feira que 652 palestinos, incluindo 150 crianças, foram mortos e outros 5.400 ficaram feridos na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental desde o início da guerra em Gaza, em outubro do ano passado.