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Israel confirma que mantém preso chefe de hospital em Gaza

Comunicado das Forças de Defesa de Israel (IDF) disse que ele estava 'sendo investigado pessoalmente pelas forças de segurança'

Por Ernesto Neves 3 jan 2025, 11h48 • Atualizado em 3 jan 2025, 11h50
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    Israel confirmou nesta sexta-feira, 3, que prendeu o diretor de um hospital de Gaza, Hussam Abu Safiya, para investigação.

    Anteriormente, Tel Aviv disse para uma ONG local que desconhecia seu caso, o que gerou preocupação sobre seu bem-estar.

    Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que o médico está “atualmente sendo investigado pelas forças de segurança israelenses”.

    No entanto, não ofereceram explicações sobre a aparente contradição, reiterando que ele é suspeito de ser um “terrorista” e de possuir uma posição de liderança no Hamas, o grupo armado palestino em conflito com Israel em Gaza.

    A prisão ocorreu na última sexta-feira, quando o exército israelense ordenou que pacientes e funcionários deixassem o hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza, alegando que a instalação era um “reduto terrorista do Hamas”.

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    Na quinta-feira, o IDF havia comunicado à ONG Médicos pelos Direitos Humanos de Israel que não tinha “indicação da prisão ou detenção do indivíduo em questão”.

    Em resposta, a ONG apresentou uma petição ao Tribunal Superior de Justiça de Israel, exigindo a divulgação da localização de Safiya. O tribunal deu uma semana para que a IDF forneça as informações solicitadas.

    Enquanto isso, Agnès Callamard, chefe da Anistia Internacional, pediu que as autoridades israelenses “revelassem urgentemente o paradeiro” do médico.

    Ela afirmou que Israel deteve “centenas de profissionais de saúde palestinos de Gaza sem acusações formais ou julgamento”, alegando que muitos foram “submetidos a tortura, maus-tratos e mantidos em isolamento”.

    Israel nega as alegações de maus-tratos a detidos.

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    A família de Safiya informou à rede britânica BBC que acredita que ele está sendo mantido na base militar de Sde Teiman, no sul de Israel, onde muitos detidos de Gaza são interrogados

    . Relatos de denunciantes indicam condições extremamente severas para os detidos nesse local. Israel, por sua vez, afirma que todos os detidos recebem tratamento “adequado e cuidadoso”.

    Na sexta-feira passada, o IDF ordenou que todos no hospital Kamal Adwan saíssem, concedendo cerca de 15 minutos para que pacientes e funcionários fossem levados ao pátio, segundo relatos da equipe médica à BBC.

    Beit Lahia, onde o hospital está localizado, está sob um bloqueio cada vez mais rígido imposto por Israel desde outubro. A ONU descreveu a área como estando sob “cerco quase total”, com acesso severamente restrito a ajuda humanitária, afetando cerca de 10.000 a 15.000 pessoas que permanecem na região.

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