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Israel classifica como ‘zona de combate’ área que cobre 15% do Líbano

Forças Armadas israelenses ampliam operações no sul libanês apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril, estabelecendo rio Zahrani como fronteira

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 Maio 2026, 15h45
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O Exército de Israel afirmou nesta quarta-feira, 27, que considerará toda a região do território libanês ao sul do rio Zahrani, que se estende por cerca de 40 km a partir da fronteira com o Líbano, como uma “zona de combate”, apesar do cessar-fogo em vigor entre Tel Aviv e Beirute desde 17 de abril. A área de 1.500 km² cobre quase 15% do país.

O coronel Avichay Adraee, porta-voz do exército israelense em árabe, publicou uma mensagem nas redes sociais pedindo que todos os moradores deixem a área e se direcionem para a margem norte do rio Zahrani.

A declaração ocorre poucas horas após a milícia libanesa Hezbollah, aliada do Irã, relatar que seus combatentes entraram em confronto com militares do Estado judaico ao norte do rio Litani, em uma área além do limite previamente estabelecido pelos próprios soldados israelenses como área operacional.

No dia anterior, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram ter atingido mais de 100 alvos do Hezbollah no Líbano.

Cessar-fogo frágil

Os ataques ocorrem quase duas semanas após Israel e Líbano estenderem um frágil cessar-fogo por mais 45 dias. Apesar da trégua, bombardeios israelenses contra o território libanês, especialmente no sul, são frequentes. Desde 2 de março, quando o Hezbollah entrou na guerra no Oriente Médio ao disparar mísseis contra Israel em apoio ao Irã, mais de 3.100 pessoas foram mortas no Líbano.

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Pelos termos do cessar-fogo, Israel preservou o direito de agir contra ataques classificados como “planejados, iminentes ou em andamento”. O governo israelense acusa o Hezbollah de descumprir o pacto repetidamente ao manter atividade militar próxima à fronteira. Do outro lado, autoridades libanesas afirmam que Tel Aviv tem usado a cláusula como justificativa para uma campanha previamente calculada.

Quase que diariamente, Israel tem emitido ordens para que moradores deixem suas casas no sul do Líbano, o que agrava o já dramático panorama de pessoas deslocadas pelo conflito, estimadas em mais de um milhão. Na terça-feira 26, o Ministério da Saúde libanês afirmou que mais de 120 ataques aéreos e operações terrestres israelenses no sul e leste do país mataram pelo menos 31 pessoas e feriram outras 40.

Enquanto isso, o Irã tenta firmar um acordo de paz com os Estados Unidos que prevê o fim da guerra no Oriente Médio em todas as frentes, o que inclui o Líbano. Teerã também demanda a liberação de fundos congelados e o fim do bloqueio marítimo americano ao país, além de reparações por danos causados pela guerra.

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