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Irã diz ter atingido porta-aviões americano; EUA negam e denunciam ‘mentira’

Maior navio de guerra do mundo, USS Abraham Lincoln foi ao Golfo Pérsico para pressionar Teerã; Regime promete vingança pela morte do aiatolá Khamenei

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 mar 2026, 11h45 • Atualizado em 1 mar 2026, 13h21
  • A Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã, afirmou neste domingo, 1º de março, ter atacado o porta-aviões que lidera a armada americana no Golfo Pérsico após a morte de seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, em uma ofensiva militar conjunta entre Estados Unidos e Israel. Washington, porém, descartou as informações como uma “mentira”.

    “O porta-aviões americano Abraham Lincoln foi atingido por quatro mísseis balísticos”, disse a guarda em um comunicado divulgado pela mídia local, alertando que “terra e mar se tornarão cada vez mais o cemitério de agressores terroristas”.

    O Comando Central das Forças Armadas americanas (CENTCOM), responsável pela região do Oriente Médio e por trás da chamada “Operação Fúria Épica”, negou que o navio tenha sofrido um ataque.

    “A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã alega ter atingido o USS Abraham Lincoln com mísseis balísticos. MENTIRA”, escreveu o comando no X (ex-Twitter). “O Lincoln não foi atingido. Os mísseis lançados nem chegaram perto. O Lincoln continua lançando aeronaves em apoio à campanha implacável do CENTCOM para defender o povo americano, eliminando as ameaças do regime iraniano”, completou.

    O USS Abraham Lincoln é um dos porta-aviões nucleares dos Estados Unidos, considerado pela Marinha americana como “o maior navio de guerra do mundo”. A embarcação é uma das dez integrantes da classe Nimitz, com 333 metros de comprimento, que podem transportar aproximadamente 100 mil toneladas de equipamentos, incluindo 65 aeronaves e múltiplos lançadores de mísseis.

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    O porta-aviões foi enviado ao Golfo Pérsico no final de janeiro (após alguns meses de estadia no Mar do Caribe, onde cercou a Venezuela antes da captura do ditador deposto Nicolás Maduro) como parte do que o presidente americano, Donald Trump, chamou de “armada”, deslocada para a região “por precaução” devido a tensões provocadas pela violenta repressão do Irã contra manifestantes no início do ano. A frota, então, serviu para fazer pressão sobre o regime dos aiatolás em meio às negociações por um acordo nuclear — cujo fracasso, segundo o ocupante do Salão Oval, foi o motivo da ação militar.

    O Comando Central, além disso, informou em desenvolvimento separado que corveta iraniana da classe Jamaran foi atingida por forças americanas durante o início da operação no sábado. “O navio está afundando no Golfo de Omã, próximo ao cais de Chah Bahar”, disse em nota, recomendando os membros das forças armadas iranianas, da Guarda Revolucionária Islâmica e da polícia entreguem suas armas e abandonem o navio.

    Promessa de vingança

    Mais cedo neste domingo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou ser “dever e direito legítimo vingar os perpetradores e mentores” do assassinato de Khamenei, enquanto a Guarda Revolucionária prometeu a ofensiva “mais feroz da história” contra Israel e Estados Unidos.

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    “A operação ofensiva mais feroz da história das Forças Armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento contra os territórios ocupados e as bases terroristas americanas”, escreveu a Guarda Revolucionária no Telegram, garantindo que haverá uma “punição severa” aos “assassinos” do líder supremo.

    Em comunicado, a guarda condenou “os atos criminosos e terroristas cometidos pelos governos malignos dos Estados Unidos e do regime sionista”. “A mão vingativa da nação iraniana não os deixará em paz até ter infligido aos assassinos do imã da Umma uma punição severa e decisiva que eles lamentarão”, completou.

    A República Islâmica também decretou neste domingo um período de luto de 40 dias e sete dias festivos após a morte de Khamenei, aos 86 anos, que estava no poder desde 1989, anunciou a televisão estatal.

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