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Irã perdeu capacidade de desenvolver mísseis e está prestes a ser ‘dizimado’, diz Netanyahu

Premiê israelense afirmou que Teerã 'vai virar pó' e disse que o regime dos aiatolás também não consegue mais enriquecer urânio

Por Flávio Monteiro 20 mar 2026, 10h33 •
  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Irã está prestes a ser “dizimado” e não tem mais capacidade para enriquecer urânio e desenvolver mísseis. A declaração foi dada nesta quinta-feira, 19, na primeira coletiva de imprensa televisionada do premiê desde o início do conflito contra Teerã, iniciado há três semanas em parceria com os Estados Unidos.

    “Depois de 20 dias, posso anunciar-lhes que o Irã hoje não tem mais a capacidade de enriquecer urânio, nem de produzir mísseis balísticos”, disse o mandatário. “Estamos continuando a esmagar essas capacidades. Vamos esmagá-los até virar pó, virar cinzas”, completou, apontando que o regime iraniano está “sendo dizimado” e Israel “está vencendo a guerra”.

    Netanyahu apontou que as hostilidades podem terminar “mais rápido do que as pessoas pensam”, embora tenha ressaltado que “não estava colocando um cronômetro na duração do conflito”. Para o primeiro-ministro, a guerra só será encerrada quando os objetivos de Israel forem alcançados: a total dizimação do estoque de mísseis e equipamentos nucleares do Irã e a criação de condições para a queda da república islâmica.

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    Apesar dos comentários do mandatário israelense apontarem um Irã combalido, a estrutura de poder iraniana segue de pé. Em declaração ao Congresso dos Estados Unidos, a diretora de Inteligência Nacional americana, Tulsi Gabbard, disse que “o regime iraniano parece estar intacto”, e que mesmo enfraquecido, segue capaz de atacar interesses de Washington e seus aliados no Oriente Médio.

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    No que diz respeito à duração do conflito, os Estados Unidos seguiram em linha semelhante à de seus aliados israelenses. De acordo com o secretário de defesa, Pete Hegseth, “não há um prazo” para encerrar a guerra contra Teerã e que Trump decidirá quando parar. Enquanto isso não ocorre, Tel Aviv e Washington seguem bombardeando a capital iraniana, Teerã, enquanto ataques de ambos os lados ocorrem em diferentes regiões do Oriente Médio.

    O número de mortes decorrentes da guerra chegou a 1.450 no Irã, 912 no Líbano, 17 em Israel e 34 na região do Golfo — incluindo 13 soldados americanos. A ofensiva de maior destaque nas últimas horas ocorreu na gigantesca jazida gasífera de South Pars-North Dome, alvo de bombardeios israelenses na quarta-feira, 18. Em retaliação, Teerã atacou o complexo industrial Ras Lafan, no Catar, e três refinarias na Arábia Saudita e no Kuwait.

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