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Irã pede a EUA e UE colaboração no lugar de sanções

Ministro iraniano disse que república islâmica pode ser 'parceiro confiável'

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, pediu nesta segunda-feira aos Estados Unidos e à União Europeia (UE) que troquem sua política de sanções por outra de colaboração com Teerã. Em declarações divulgadas pela agência oficial de notícias iraniana Irna, Salehi afirmou que a missão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que chegou neste domingo ao Irã para inspecionar as instalações nucleares do país, poderá prolongar sua estadia no país, inicialmente prevista para três dias.

“Se Europa e Estados Unidos adotarem uma política de colaboração com o Irã, verão que o Irã colabora com eles”, disse Salehi em Adis Abeba, na Etiópia, a uma emissora de televisão turca. “Há três décadas, o Irã está submetido a sanções. A história das sanções não é nova”, declarou o ministro. “Não gostamos de sanções e esperamos que os europeus adotem uma atitude mais prudente em relação ao Irã”.

Salehi destacou que o Irã pode ser um parceiro confiável para a Europa e lembrou que, quando foi nomeado ministro das Relações Exteriores, anunciou que sua prioridade em política externa era a União Europeia. Ele reiterou que considera positiva a visita dos inspetores da AIEA, agência ligada às Nações Unidas, e acrescentou que a missão no Irão pode ser prolongada caso eles desejem.

Em comunicado emitido na semana passada, a AIEA indicou que a visita – pouco usual devido à elevada categoria de seus integrantes – tem como objetivo “resolver todos os assuntos substanciais pendentes” do programa nuclear do Irã. A nota faz referência às acusações sobre os supostos objetivos militares do programa nuclear iraniano, que Teerã alega ser pacífico apesar de um relatório da ONU ter encontrado fortes indícios da finalidade de produzir armas atômicas.

(Com agência EFE)