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Irã nega retomada de conversas com os EUA, mas abre espaço para ‘solução negociada’ 

Movimento segue decisão de Donald Trump de rejeitar a mais recente proposta iraniana para a reabertura do Estreito de Ormuz

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 set 2026, 07h18
Irã nega retomada de conversas com os EUA, mas abre espaço para ‘solução negociada’  Priorize VEJA no Google

A agência de notícias oficial iraniana, a Irna, informou nesta segunda-feira, 28, que não há negociações previstas neste momento entre Irã e Estados Unidos, apesar de o presidente americano, Donald Trump, ter sugerido que conversas poderiam ser retomadas rapidamente.

“A delegação iraniana presente em Nova York (para a Assembleia Geral das Nações Unidas) não tem intenção de negociar com os Estados Unidos”, afirmou a Irna, que citou uma fonte próxima à delegação.

No domingo, no entanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que uma “solução negociada” entre as partes é a única forma de encerrar a guerra, iniciada em fevereiro com ataques americanos e israelenses contra território iraniano. A declaração foi feita após Donald Trump rejeitar a mais recente proposta iraniana para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio internacional de petróleo.

+ Após Trump rejeitar plano, Irã diz que ‘solução negociada’ é única saída para encerrar guerra

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“Nossas condições são claras, e qualquer movimento em direção à reabertura do Estreito de Ormuz está condicionado ao cumprimento dessas condições”, escreveu ele nas redes sociais. “Somente uma solução negociada poderá tirá-los desse impasse.”

Na véspera, ao descartar o plano, o republicano alegou que as autoridades iranianas “querem chegar a um acordo para abrir o estreito imediatamente porque estão perdendo terreno de forma estrondosa”. A recusa ocorreu um dia após Araqchi ter anunciado na sede das Nações Unidas, em Nova York, que havia apresentado a proposta aos EUA. Pelos termos, Ormuz seria reaberto em sete dias a partir da implementação do acordo.

Segundo o jornal americano The Wall Street Journal, Trump estava cético sobre o comprometimento do Irã em atender às demandas americanos e considerava retomar a campanha de bombardeios após as eleições de meio mandato nos Estados Unidos, um momento crítico para o governo Trump. O pleito está marcado para 3 de novembro. Autoridades ouvidas pelo veículo afirmaram, contudo, que o mandatário americano está relutante em relação a grandes operações de combate, já que os EUA desejam reservar munições para outras contingências.

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+ Trump rejeita plano iraniano para reabrir o Estreito de Ormuz

Críticas do Irã

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que cabe aos Estados Unidos decidir se pretendem encerrar ou prolongar a guerra contra seu país. Em entrevista à emissora Fox News, exibida na noite de quinta-feira, 24, o iraniano disse que Teerã não tem interesse em manter o conflito iniciado em fevereiro e voltou a defender uma solução diplomática.

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“Quando as coisas podem ser resolvidas por meio do diálogo, não deveríamos nos matar. Mas, instigados por Israel, impuseram essa guerra a nós. Mas não queremos continuar. São os Estados Unidos que devem decidir se querem acabar com isso”, disse Pezeshkian à Fox News.

Pezeshkian também criticou o colapso do cessar-fogo firmado em junho e questionou por que o entendimento foi rompido pouco depois de sua assinatura. Ele salientou, ainda, que Teerã aceita negociar desde que um eventual acordo respeite as normas do direito internacional.

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“Se o atual governo americano, dentro das estruturas jurídicas internacionais, quiser chegar a um acordo, perfeito. Caso contrário, antes ou depois das eleições legislativas americanas, que diferença faz para nós?”, concluiu.

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