Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Irã nega que manifestante Erfan Soltani será executado em nova versão da sentença

Jovem de 26 anos é acusado de propaganda contra o regime e ameaçar segurança nacional. Pelo menos 10 mil pessoas foram presas durante onda de protestos

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jan 2026, 08h39 •
  • A Justiça do Irã afirmou nesta quinta-feira, 15, que Erfan Soltani, detido durante a onda de protestos que tomou o país há duas semanas, não foi condenado à pena de morte, após várias ONGs e o governo dos Estados Unidos denunciarem haver evidências de que ele seria o primeiro manifestante a ser executado em meio a repressão do regime nas ruas.

    A República Islâmica tornou-se palco de atos que começaram devido a uma espiral inflacionária e o aumento do custo de vida, mas se ampliaram em um movimento contra o governo teocrático instaurado na revolução muçulmana de 1979. Grupos de direitos humanos denunciaram que as autoridades iranianas vêm conduzindo a repressão mais severa em anos no país, depois de terem cortado a internet na última sexta para evitar que informações sobre a situação se espalhem pelo mundo.

    Soltani, 26, está preso em Karaj, perto de Teerã, sob acusações de propaganda contra o regime islâmico iraniano e de agir contra a segurança nacional, de acordo com comunicado do órgão judiciário divulgado pela TV estatal.

    O jovem “não foi condenado à morte” e, em caso de ser considerado culpado, “a punição, de acordo com a lei, será uma pena de prisão, pois a pena de morte não se aplica a tais acusações”, afirma o texto. Diversas autoridades do regime, no entanto, haviam ameaçado com execuções aqueles que comparecessem aos atos.

    Tanto a Anistia Internacional quanto o Departamento de Estado americano haviam declarado dispor de informações sobre o que seria a primeira execução de um manifestante e disseram que se tratava de Soltani. O grupo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, informou que a execução por enforcamento do jovem estava marcada para quarta-feira 14, mas acabou sendo adiada.

    Continua após a publicidade

    Segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), também sediada na Noruega, as forças de segurança iranianas mataram, durante os recentes protestos, pelo menos 3.428 manifestantes e prenderam mais de 10 mil pessoas, embora o balanço real provavelmente seja muito maior.

    A Justiça iraniana havia anunciado na quarta-feira que implementaria julgamentos “rápidos” para os detidos nas mobilizações contra o regime.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).