Irã jura levar guerra ‘tão longe’ quanto preciso, volta a atacar e deixa morto em Abu Dhabi
Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita voltam a ser alvo de ataques retaliatórios e conflito não dá sinais de arrefecimento
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou nesta segunda-feira, 16, que Teerã demonstrou que está disposto a levar a guerra contra Israel e Estados Unidos tão longe quanto for necessário, enquanto o conflito entra em seu 17º dia e as forças iranianas prosseguem com uma retaliação que afeta todo o Oriente Médio.
“Acredito que, a esta altura, eles já aprenderam uma boa lição e entenderam com que tipo de nação estão lidando, uma que não hesita em se defender e está disposta a continuar com a guerra até onde for necessário, e a levá-la tão longe quanto for preciso”, afirmou Araghchi na entrevista coletiva semanal de seu ministério.
Em meio à promessa, as forças iranianas prosseguiram com os ataques retaliatórios a nações do Golfo, aliadas dos Estados Unidos que abrigam bases militares do país e são lar de importantes complexos exportadores de petróleo. O Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirmou que as forças do país interceptaram 61 drones sobre seu espaço aéreo nesta segunda, enquanto os Emirados Árabes Unidos relataram um incêndio provocado por um “incidente com um drone” perto do aeroporto de Dubai, que forçou uma breve suspensão dos voos.
Além disso, um civil morreu nas imediações da capital emiradense, Abu Dhabi, quando um míssil atingiu seu veículo nesta segunda.
“As autoridades do Emirado de Abu Dhabi responderam a um incidente na área de Al Bahia que envolveu o impacto de um míssil contra um veículo civil, o que resultou na morte de um cidadão palestino”, afirmou o Escritório de Imprensa de Abu Dhabi em um comunicado.
Um outro ataque com drones na costa leste do país árabe atingiu uma infraestrutura petrolífera em Fujairah, provocando um incêndio que as autoridades tentam controlar. Não houve feridos.
A instalação fica do lado do Golfo de Omã, que, como o Estreito de Ormuz, foi fechado pelo Irã, provocando convulsões nos mercados internacionais devido à disparada do preço do petróleo. Cerca de 20% do combustível que abastece o mundo passa pela vital rota marítima, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala em abrir com uma frota naval formada por uma coalizão de aliados (ainda relutantes).
Também nesta segunda, o Exército israelense anunciou que “lançou uma ampla onda de ataques” contra “infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerã”. Se aproximando da marca de vinte dias, o conflito não dá sinais de arrefecimento.





