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Insatisfeita com serviço de bordo, executiva para voo

Vice-presidente da Korean Air obrigou avião a voltar ao terminal para expulsar funcionário que prestou serviço insatisfatório ao servir salgadinhos

Uma executiva da Korean Air pediu desculpas depois de provocar atraso em um voo por estar insatisfeita com a forma como salgadinhos lhe foram servidos. Cho Hyun-ah, vice-presidente da companhia aérea e filha do presidente da empresa, ficou furiosa porque o tripulante serviu nozes no pacote e não em um prato. Ela então exigiu que o funcionário fosse retirado do voo, obrigando a aeronave a voltar ao terminal.

A companhia aérea afirmou que verificar a qualidade dos serviços prestados era uma das tarefas da executiva. Acrescentou que o avião estava a apenas 10 metros de distância do terminal quando retornou. Mesmo assim, admitiu que a determinação foi exagerada, porque não havia emergência.

O incidente ocorreu na última sexta-feira, durante um voo de Nova York a Incheon, na Coreia do Sul. Nesta terça, depois de inúmeras críticas à companhia aérea e à executiva, e vários pedidos de boicote, a empresa anunciou que Cho não era mais chefe dos serviços prestados durante os voos, apesar de continuar na vice-presidência do conglomerado que opera a companhia.

“Sinto muito por causar problemas para os passageiros. Peço desculpas àqueles que foram prejudicados pelo que fiz”, disse Cho, em comunicado.

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A companhia aérea também se desculpou pelo comportamento da vice-presidente, dizendo que para ela era “natural” punir o tripulante por não prestar o serviço adequado. Acrescentou que a decisão de fazer o avião voltar foi tomada em conjunto com o piloto, informou o jornal The New York Times.

A explicação, no entanto, não reduziu as críticas dos sul-coreanos. O grupo Solidariedade do Povo para Democracia Participativa afirmou que o caso só pode ser explicado pelo fato de Cho Hyun-ah “ser membro da família do presidente”. Para o grupo, o episódio é um exemplo de como os desejos pessoais da família que comanda o conglomerado se sobrepõem às regras oficiais e ao senso comum.

“Nenhum piloto vai se opor à uma ordem da filha do dono da companhia”, ponderou Lee Gae-ho, parlamentar do principal partido de oposição do país.

O Ministério dos Transportes anunciou que está investigando se o comportamento da executiva violou as regras de segurança da aviação sul-coreana, que impede passageiros de provocar distúrbios em voos.