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Insatisfeita com serviço de bordo, executiva para voo

Vice-presidente da Korean Air obrigou avião a voltar ao terminal para expulsar funcionário que prestou serviço insatisfatório ao servir salgadinhos

Por Da Redação - Atualizado em 30 jul 2020, 21h44 - Publicado em 9 dez 2014, 21h15

Uma executiva da Korean Air pediu desculpas depois de provocar atraso em um voo por estar insatisfeita com a forma como salgadinhos lhe foram servidos. Cho Hyun-ah, vice-presidente da companhia aérea e filha do presidente da empresa, ficou furiosa porque o tripulante serviu nozes no pacote e não em um prato. Ela então exigiu que o funcionário fosse retirado do voo, obrigando a aeronave a voltar ao terminal.

A companhia aérea afirmou que verificar a qualidade dos serviços prestados era uma das tarefas da executiva. Acrescentou que o avião estava a apenas 10 metros de distância do terminal quando retornou. Mesmo assim, admitiu que a determinação foi exagerada, porque não havia emergência.

O incidente ocorreu na última sexta-feira, durante um voo de Nova York a Incheon, na Coreia do Sul. Nesta terça, depois de inúmeras críticas à companhia aérea e à executiva, e vários pedidos de boicote, a empresa anunciou que Cho não era mais chefe dos serviços prestados durante os voos, apesar de continuar na vice-presidência do conglomerado que opera a companhia.

“Sinto muito por causar problemas para os passageiros. Peço desculpas àqueles que foram prejudicados pelo que fiz”, disse Cho, em comunicado.

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A companhia aérea também se desculpou pelo comportamento da vice-presidente, dizendo que para ela era “natural” punir o tripulante por não prestar o serviço adequado. Acrescentou que a decisão de fazer o avião voltar foi tomada em conjunto com o piloto, informou o jornal The New York Times.

A explicação, no entanto, não reduziu as críticas dos sul-coreanos. O grupo Solidariedade do Povo para Democracia Participativa afirmou que o caso só pode ser explicado pelo fato de Cho Hyun-ah “ser membro da família do presidente”. Para o grupo, o episódio é um exemplo de como os desejos pessoais da família que comanda o conglomerado se sobrepõem às regras oficiais e ao senso comum.

“Nenhum piloto vai se opor à uma ordem da filha do dono da companhia”, ponderou Lee Gae-ho, parlamentar do principal partido de oposição do país.

O Ministério dos Transportes anunciou que está investigando se o comportamento da executiva violou as regras de segurança da aviação sul-coreana, que impede passageiros de provocar distúrbios em voos.

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