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Após Trump anunciar tarifa de 30%, UE adia retaliação e dobra aposta em acordo com EUA

Ministros do bloco europeu fizeram reunião de emergência nesta segunda-feira para discutir estratégia; comissário do comércio diz que pacto está próximo

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jul 2025, 07h54 •
  • Ministros dos Estados-membros da União Europeia realizaram uma reunião de emergência nesta segunda-feira, 14, em Bruxelas, para coordenar a resposta ao anúncio feito por Donald Trump no último sábado de uma tarifa de 30% sobre quase todos os produtos europeus importados pelos Estados Unidos. Os chefes da Fazenda nos 27 países concordaram em adiar medidas retaliatórias e dar prioridade à negociação de um acordo comercial com Washington.

    A taxa de 30% passaria a valer em 1º de agosto, mas diplomatas afirmam que ainda há tempo para chegar a um pacto e evitar isso. O Comissário Europeu do Comércio, Maros Sefcovic, que lidera as negociações do lado europeu, disse ter percebido que as conversas com os colegas americanos estavam “muito perto de um acordo” – se aproximando de “um bom resultado para ambos os lados” –, mas a nova ameaça tarifária criou “uma nova dinâmica”.

    “Sejamos honestos, a ideia de uma tarifa de 30% é efetivamente proibitiva para o comércio mútuo”, disse Sefcovic a repórteres antes da reunião de ministros. Ele acrescentou que a taxa tornaria “quase impossível continuar o comércio como estamos habituados”, com as cadeias de abastecimento de ambos os lados do Atlântico “fortemente afetadas” pela mudança, e prometeu fazer “tudo o que puder para evitar este cenário extremamente negativo”.

    Apesar da carta de Trump (em que o chefe da Casa Branca afirma que a relação com o bloco “está longe de ser recíproca”, acusando a Europa de práticas comerciais injustas com os EUA), o comissário afirmou compreender que os negociadores americanos estavam dispostos a continuar as tratativas. Ele afirmou que tem intenção de telefonar aos Estados Unidos ainda nesta segunda-feira. No entanto, alertou que a União Europeia deve se preparar para todos os cenários.

    “Vou discutir com os ministros os próximos passos para as próximas semanas. Vejo-os focados em quatro áreas: negociações, medidas de reequilíbrio, envolvimento com parceiros com ideias semelhantes e diversificação do nosso comércio”, completou Sefcovic.

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    Por enquanto, a Comissão propôs suspender o primeiro pacote de tarifas potenciais da UE sobre US$ 24,5 bilhões em produtos americanos. Mas o bloco deve discutir ainda nesta segunda um segundo pacote, que atingiria US$ 84 bilhões em mercadorias dos Estados Unidos.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, concordou que é cedo para impor contramedidas e disse esperar que a UE se mantenha unida. “Mas devemos preparar-nos para usar todas as ferramentas”, acrescentou. “Se quer a paz, precisa de se preparar para a guerra. E acho que é aí que estamos.”

    O ministro do Comércio francês, Laurent Saint-Martin, defendeu que o bloco deve ir além, inclusive considerando atacar a indústria de serviços dos Estados Unidos ou utilizar o instrumento de “anticoerção” – uma ampla ferramenta que permite ao grupo retaliar contra países terceiros que usam pressão econômica para membros da UE alterarem suas políticas. A postura está em linha com seu chefe, o presidente da França, Emmanuel Macron (no sábado, declarou que a União Europeia deve estar pronta para uma guerra comercial e enfrentar Trump).

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