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Incursões de drones russos na Europa são táticas ‘estúpidas’, diz chanceler polonês

Segundo Radowslaw Sikorski, as ações de Vladimir Putin só conseguiram consolidar uma política de dissuasão anti-russa

Por Flávio Monteiro 15 out 2025, 15h25 •
  • O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radowslaw Sikorski, afirmou que recentes incursões de drones russos em países europeus causaram uma escalada “taticamente estúpida e contraproducente” na guerra da Ucrânia. A declaração foi dada nesta quarta-feira, 15, horas antes de uma reunião da Otan, a principal aliança militar ocidental, em Bruxelas.

    “O que ele está conseguindo?”, questionou Sikorski, se referindo ao presidente russo, Vladimir Putin. “Ele está conseguindo consolidar o apoio público a uma política de dissuasão contra a Rússia”, disparou, afirmando que as recentes invasões de espaços aéreos europeus — incluindo o polonês — por drones supostamente controlados pelo Kremlin eram propositais.

    Para o ministro, as incursões fazem parte de um “espectro de provocações” que também abrange envenenamentos, sabotagens e ataques incendiários, todos motivados pela crença de Putin de que há uma guerra entre a Rússia e os países da Otan — algo confirmado pelo próprio mandatário russo durante um discurso realizado na cidade de Sochi no início deste mês.

    Ao longo do mês de setembro, diferentes países da Otan registraram a presença de drones supostamente pertencentes à Rússia em seu espaço aéreo. Alemanha, Dinamarca, Polônia, e outras nações tiveram problemas devido aos incidentes, cancelando voos e fechando aeroportos.

    A incursão nos céus da Polônia aconteceu no dia 10 de setembro, quando 21 drones russos foram identificados, em uma operação que durou sete horas. A presença dos drones teria sido “acidental” e decorrente de um ataque orquestrado contra território ucraniano na noite do dia anterior.

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    “Se isso foi um desdobramento acidental do ataque daquela noite à Ucrânia, seria de se esperar que a mistura de drones fosse a mesma, alguns armados, outros desarmados. Todos os que cruzaram a fronteira para a Polônia estavam desarmados”, declarou Sikorski, negando a hipótese.

    Segundo o ministro, eles foram lançados de território russo, em “aparente coordenação com Belarus”, como um teste para as defesas aéreas da Polônia e de outros membros da Otan, uma vez que os países seriam forçados a reagir com o envio de caças e outros equipamentos bélicos.

    + O que é a guerra híbrida que pode já estar sendo travada entre Rússia e Europa

    As falas de Sikorski foram dadas durante uma visita a Londres, no Reino Unido, onde o ministro participaria de reuniões de rotina com autoridades britânicas horas antes do encontro entre ministros da Defesa de países membros da Otan, realizado em Bruxelas. A reunião deverá discutir o envio de mais drones para a Ucrânia e o fortalecimento do flanco oriental da Europa.

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    Segundo o jornal britânico The Guardian, outra reação a postura russa virá na quinta-feira, 16, quando a Comissão Europeia publicará um documento exigindo que o fortalecimento defensivo do continente contra incursões de drones, anteriormente conhecido como “muro de drones”, esteja “totalmente funcional” até o final de 2027. O nome foi abandonado ‘para ajudar a iniciativa a obter maior apoio’.

    A ideia prevê um sistema que consiga detectar, rastrear e neutralizar os equipamentos, assim como ser capaz de utilizar “a tecnologia de drones para ataques de precisão” contra alvos terrestres. É esperado que os líderes da União Europeia endossem o roteiro apresentado durante a cúpula de 23 de outubro em Bruxelas, como parte de um esforço para garantir as capacidades defensivas da Europa até 2030.

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