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Incêndio em estação de esqui da Suíça: dezenas correm risco de morte, dizem autoridades

Autoridades de saúde estimam que entre 80 e 100 feridos correm risco de morte

Por Ernesto Neves 2 jan 2026, 08h20 • Atualizado em 2 jan 2026, 09h42
  • Autoridades da Suíça afirmaram que pode levar dias para identificar todas as vítimas que morreram no incêndio que atingiu um bar lotado na estação de esqui de Crans-Montana, enquanto uma autoridade local disse que muitos dos feridos estão em condição de risco de morte.

    Cerca de 40 pessoas morreram no incêndio que tomou conta do bar Le Constellation, na cidade, que estava cheio principalmente de jovens que comemoravam o Ano-Novo, e aproximadamente outras 115 ficaram feridas, muitas delas em estado grave, segundo as autoridades.

    O fogo se espalhou rapidamente pelo bar, que estava lotado principalmente por jovens que comemoravam o Ano-Novo.

    Imagens feitas por testemunhas e vídeos divulgados nas redes sociais indicam que as chamas podem ter começado no teto do subsolo do estabelecimento, possivelmente após o uso de fogos de artifício manuais ou sinalizadores colocados em garrafas de champanhe, prática comum em apresentações festivas em casas noturnas da Europa.

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    O presidente do governo regional do cantão de Valais, Mathias Reynard, afirmou que equipes forenses estão utilizando exames odontológicos e testes de DNA para identificar os corpos, muitos deles gravemente carbonizados. “Nada pode ser comunicado às famílias sem certeza absoluta”, disse. A promotora pública Béatrice Pilloud afirmou que “recursos significativos” foram mobilizados para acelerar a identificação e a liberação dos corpos.

    Autoridades de saúde estimam que entre 80 e 100 feridos correm risco de morte.

    “Quando mais de 15% do corpo de um adulto sofre queimaduras de terceiro grau, o risco de morte nas horas ou dias seguintes é elevado”, afirmou Stéphane Ganzer, responsável regional por saúde e segurança, em entrevista à rádio RTL. Alguns feridos ainda não foram identificados por estarem sem documentos ou por tê-los perdido durante o incêndio.

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    As vítimas são de diversas nacionalidades. A imprensa italiana identificou um dos mortos como Emanuele Galeppini, golfista italiano de 16 anos que vivia em Dubai.

    O chanceler da Itália, Antonio Tajani, disse que cerca de 15 italianos ficaram feridos e número semelhante está desaparecido.

    A França informou que ao menos nove cidadãos franceses ficaram feridos e outros oito seguem desaparecidos. Feridos também estão sendo atendidos em hospitais da França, Alemanha e Polônia, com apoio logístico da União Europeia.

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    O número exato de mortos ainda é objeto de divergência. O embaixador da Itália na Suíça chegou a citar 47 vítimas fatais, mas autoridades suíças afirmam que esse total não foi confirmado oficialmente.

    Relatos de testemunhas, divulgados por veículos suíços, franceses e italianos, descrevem funcionárias circulando pelo bar com garrafas de champanhe adornadas com faíscas acesas, parte de um “show” habitual. Segundo um dos relatos, as faíscas teriam se aproximado demais do teto, que pode ter sido revestido por material inflamável. Investigadores apuram se o local cumpria as normas de segurança contra incêndio.

    A imprensa francesa informou que o bar pertencia a dois cidadãos franceses que o compraram em 2015. Uma das proprietárias teria sofrido queimaduras no braço, enquanto o marido não estava no local no momento do incêndio.

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    A tragédia causou comoção em Crans-Montana, cidade conhecida pelo turismo de inverno. Moradores e visitantes se reuniram em vigílias silenciosas, deixando flores e velas em frente ao bar destruído. “Nunca vivemos nada parecido”, disse um morador à agência Reuters. Jovens da região relataram choque ao saber que amigos e conhecidos estavam entre as vítimas.

    O presidente da Suíça, Guy Parmelin, visitou a cidade e anunciou cinco dias de luto nacional, classificando o incêndio como um dos episódios mais traumáticos da história recente do país. Casos semelhantes, envolvendo o uso de pirotecnia em ambientes fechados, já foram registrados em outros países europeus, reacendendo o debate sobre segurança em casas noturnas e eventos festivos.

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