Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Hungria decide abandonar TPI ao receber Netanyahu, alvo de mandado de prisão

Procurado por crimes de guerra em Gaza, primeiro-ministro israelense chegou a Budapeste nesta quinta-feira para uma visita de Estado

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 abr 2025, 07h46 • Atualizado em 3 abr 2025, 07h46
  • O governo da Hungria decidiu deixar o status de membro do Tribunal Penal Internacional (TPI) nesta quinta-feira, 3, logo após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, procurado por um mandado de prisão da mais alta corte das Nações Unidas, chegar ao país para uma visita de Estado. A visita ocorre enquanto as Forças de Defesa de Israel (TPI) ampliam a ofensiva no enclave palestino, que será dividido por um corredor de segurança, como anunciou Bibi na véspera.

    O premiê húngaro, o ultradireitista Viktor Orbán, convidou seu colega israelense para uma viagem a Budapeste em novembro, um dia após o TPI emitir um mandado de prisão contra Netanyahu e líderes do Hamas por crimes de guerra na Faixa de Gaza.

    Como membro fundador do TPI, a Hungria seria teoricamente obrigada a prender e entregar qualquer pessoa sujeita a um mandado da corte, mas Orbán deixou claro que não respeitaria a decisão, que ele chamou de “descarada, cínica e completamente inaceitável”.

    Gergely Gulyas, chefe de gabinete do primeiro-ministro, disse em novembro que, embora a Hungria tenha ratificado o Estatuto de Roma de adesão ao TPI, ele “nunca foi transformado em parte da lei húngara”, o que significa que nenhuma medida do tribunal pode ser executada dentro do país.

    Nesta quinta-feira, Gulyas disse à agência de notícias estatal MTI que o governo lançaria o processo de retirada mais tarde no dia. Orbán já havia sugerido dar o passo depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs sanções ao promotor do tribunal, Karim Khan, em fevereiro.

    Continua após a publicidade

    Clube dos autocratas

    Desde que Orbán e seu partido ultranacionalista, o Fidesz, chegaram ao poder em 2010, ele e Netanyahu construíram relações políticas próximas e o israelense chegou a visitar Budapeste em 2017.

    Em Budapeste, capital da Hungria, trabalhadores estavam construindo um palco no Castelo de Buda. Espera-se que Orbán receba Netanyahu em uma cerimônia com honras militares na manhã desta quinta-feira. Nos preparativos, forças de segurança também foram vistas nos arredores do hotel onde Netanyahu ficará hospedado.

    + Tribunal internacional em Haia emite mandado de prisão para Netanyahu

    Entenda o mandado de prisão

    O TPI conta com 125 membros e é um tribunal permanente que pode processar indivíduos por crimes de guerra, crimes contra a humanidade, genocídio e crime de agressão contra o território de Estados-membros ou por seus cidadãos. Os Estados Unidos, China, Rússia e Israel não são membros.

    Continua após a publicidade

    Em novembro, o TPI emitiu mandados de prisão para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa do país Yoav Gallant, além de oficiais do Hamas, por supostos crimes de guerra. Em declaração, a corte disse que encontrou “motivos razoáveis” para acreditar que Netanyahu tem responsabilidade criminal por crimes de guerra, incluindo “fome como método de guerra” e “crimes contra a humanidade de assassinato, perseguição e outros atos desumanos”.

    “A Câmara considerou que há motivos razoáveis ​​para acreditar que ambos os indivíduos intencionalmente e conscientemente privaram a população civil em Gaza de objetos indispensáveis ​​à sua sobrevivência, incluindo comida, água, remédios e suprimentos médicos, bem como combustível e eletricidade”, escreveu o painel de três juízes em sua decisão unânime de emitir mandados para Netanyahu e Gallant.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).