Hamas diz que 13 reféns israelenses morreram em bombardeios a Gaza
Grupo terrorista afirma ter capturado 53 indivíduos, descritos por eles como 'prisioneiros de guerra'; Israel diz que número chega a 150
As Brigadas Ezzedin al-Qassam, braço armado do grupo terrorista palestino Hamas, disseram nesta sexta-feira, 13, que 13 dos reféns israelenses que estavam sob sua custódia desde a invasão a Israel no fim de semana foram mortos nas últimas 24 horas, devido aos bombardeios à Faixa de Gaza.
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Segundo o Hamas, seis dos reféns morreram em ataques a dois locais distintos no norte do território palestino. Outros sete sucumbiram em três ofensivas distintas no distrito de Gaza. Segundo o Ministério da Saúde palestino, ao menos 1.799 pessoas perderam a vida desde sábado 7 devido aos ataques retaliatórios de Israel, e outras 6.388 ficaram feridas.
Não se sabe exatamente quantas pessoas foram sequestradas pelo grupo terrorista durante os ataques do último fim de semana. O Hamas afirma ter capturado 53 indivíduos, descritos por eles como “prisioneiros de guerra”, e afirma que eles estão em locais seguros e em túneis subterrâneos. Já Israel estima que haja entre 100 e 150 cativos nas mãos dos militantes. As Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram que identificaram 95 dos indivíduos sequestrados.
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Segundo o vice-chefe do escritório político do Hamas, Saleh al-Arouri, “oficiais de alto escalão” do Exército de Israel foram capturados. Autoridades israelenses negam relatos de que um general-major das FDI esteja entre os sequestrados.
O Ministério da Defesa de Israel afirmou na quarta-feira 11 que há brasileiros entre as pessoas feitas reféns pelo Hamas na Faixa de Gaza. Segundo um comunicado em vídeo de Jonathan Conricus, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, há também cativos de outras nacionalidades.
“Há [entre os reféns] americanos, britânicos, franceses, alemães, italianos, brasileiros, pessoas da Argentina e da Ucrânia e de outros países. Eu não lembro de toda a lista, porque é muito longa”, disse ele.
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Em entrevista coletiva, no entanto, o secretário da África e do Oriente médio do Itamaraty, Carlos Duarte, disse que não há confirmação de que “existe um refém com nacionalidade brasileira na Faixa de Gaza”.
No passado, grupos palestinos usaram reféns como moeda de troca por militantes detidos em Israel. Em 2011, a libertação do soldado israelense Gilad Shalit permitiu a soltura de mais de mil prisioneiros palestinos. Cerca de 200 deles estavam cumprindo penas de prisão perpétua por planejar, ou realizar, ataques contra Tel Aviv. Por enquanto, não foi levantada a possibilidade de negociação de reféns.