Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Guerra no Irã: EUA consideram mais medidas para baixar preços após nova disparada do petróleo

Rodada mais recente de ataques iranianos afetou instalações de produção e exportação de combustível em todo o Golfo, convulsionando mercados globais

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 mar 2026, 11h20 • Atualizado em 19 mar 2026, 11h43
  • O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, anunciou nesta quinta-feira, 19, que os Estados Unidos avaliam tomar novas medidas para impedir o agravamento do choque aos mercados globais devido à disparada do preço do petróleo, conectada à guerra no Oriente Médio. Novos ataques retaliatórios iranianos contra a ofensiva de Washington e Israel se intensificaram no Golfo, levando a uma alta renovada nos combustíveis.

    O governo do presidente Donald Trump parece estar buscando soluções às pressas. Em entrevista à emissora conservadora Fox News, Bessent afirmou que a Casa Branca pode suspender as sanções ao petróleo iraniano que já está sendo exportado, cerca de 140 milhões de barris. Ele acrescentou que os próprios Estados Unidos consideram liberar mais reservas emergenciais.

    As notícias dos últimos ataques à infraestrutura energética de nações do Golfo, aliadas de Washington, fizeram o barril de Brent, referência mundial, subir quase 10%, para US$ 118, nesta manhã. Os preços do gás natural na Europa subiram até 30%. Os novos disparos foram uma retaliação a um ataque israelense ao campo de gás iraniano South Pars na véspera. (Trump fez questão de dizer que Tel Aviv agiu sozinha, mas ameaçou destruí-lo caso haja novos ataques contra instalações de energia cataris.)

    Retaliação ampla

    O Catar, um dos principais fornecedores globais de energia, afirmou que bombardeios danificaram o terminal de Ras Laffan, a maior instalação de gás natural liquefeito do mundo. Drones também provocaram incêndios em duas refinarias estatais no Kuwait, e um importante terminal de exportação de combustível na Arábia Saudita. Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades informaram que responderam a incidentes em instalações de gás e em um campo de petróleo causados por destroços de mísseis interceptados.

    Ainda assim, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, voltou a dizer em uma coletiva de imprensa no Pentágono nesta quinta que “estamos vencendo de forma decisiva e em nossos termos”. Ele, no entanto, se recusou a definir um prazo para o fim da guerra.

    Continua após a publicidade

    Hegseth afirmou que as Forças Armadas americanas atingiram mais de 7 mil alvos no Irã desde o início da guerra, há quase três semanas, danificando ou afundando mais de 120 navios da Marinha iraniana e deixando seus portos militares “paralisados”. Ele também lançou críticas à imprensa, descartando como “ruído” as reportagens que questionam a condução da guerra pelo governo Trump e a possibilidade de que ela se expandisse para um conflito regional mais amplo.

    Na Europa, houve alarme generalizado após os renovados disparos retaliatórios de Teerã. “Essa escalada é imprudente”, disse o presidente francês, Emmanuel Macron, a jornalistas em Bruxelas pouco antes de uma reunião de líderes da União Europeia. Ele alertou que, se as instalações de produção de energia fossem destruídas, o impacto da guerra duraria muito mais tempo.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).