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Guarda Revolucionária do Irã fecha Estreito de Ormuz após ataques de EUA e Israel

Cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente passa pelo local, segundo estimativas internacionais

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 fev 2026, 15h26 •
  • A Guarda Revolucionária iraniana interrompeu a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz em retaliação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã neste sábado, 28, informou a agência de notícias Reuters.  

    Segundo a Guarda, “nenhum navio está autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz” até nova determinação. A informação foi confirmada por comunicações atribuídas à Guarda Revolucionária iraniana, que teria transmitido por rádio VHF a ordem de bloqueio.

    O governo do Irã, por sua vez, não confirmou o fechamento do estreito, e uma fonte oficial de Teerã negou que a ordem esteja sendo repassada a navios.

    O estreito conecta os grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Estimativas de organismos internacionais de energia indicam que cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente passa pelo local.

    Na semana passada, o governo do Irã já havia anunciado o fechamento temporário de trechos do Estreito de Ormuz por “precauções de segurança” durante exercícios conduzidos pela Guarda Revolucionária na região.

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    Em ocasiões anteriores, ameaças de bloqueio ou incidentes no estreito provocaram alta nos preços do petróleo e volatilidade em bolsas asiáticas e europeias. O corredor é considerado um dos pontos mais sensíveis da geopolítica energética global.

    O Estreito de Ormuz tem pouco mais de 30 quilômetros em seu ponto mais estreito, com canais de navegação limitados para entrada e saída de navios-tanque.

    Qualquer interrupção, ainda que breve, tende a gerar apreensão entre companhias de navegação e importadores de energia na Ásia, principal destino do petróleo que atravessa a região.

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    Nos últimos anos, confrontos indiretos entre o Irã e seus adversários regionais incluíram apreensões de navios e episódios de troca de acusações sobre sabotagem a embarcações. A presença de forças navais dos Estados Unidos e de aliados europeus no Golfo é justificada, segundo Washington, como forma de proteger a liberdade de navegação.

    O fechamento deste sábado foi anunciado após ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou os ataques e disse que o objetivo é defender o povo americano e garantir “que o Irã não terá uma arma nuclear”.

    Em resposta, o Irã lançou um ataque a instalações militares americanas no Bahrein,no Kuwait e no Catar. O regime também lançou mísseis e drones contra Israel. Ainda não há informações sobre possíveis danos.

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    O Ministério da Defesa do Catar afirmou que as Forças Armadas do país derrubaram vários mísseis antes que eles alcançassem seu espaço aéreo.

    O Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou a retaliação, afirmando que o país “não hesitará” em sua resposta. “Chegou a hora de defender a pátria e enfrentar o ataque militar do inimigo”, publicou o ministério em comunicado na rede social X. “Assim como estávamos preparados para negociações, estivemos ainda mais preparados para a defesa em todos os momentos. As forças armadas da República Islâmica do Irã responderão de forma decisiva aos agressores, com plena autoridade.”

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