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Guarda-costas de Maduro é nomeado ministro no governo interino da Venezuela

Nomeação ocorre em meio à reaproximação com os EUA e ao início da libertação de presos políticos

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 jan 2026, 19h00 •
  • A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nomeou nesta segunda-feira, 12, o capitão Juan Escalona, ex-guarda-costas de Nicolás Maduro, como novo ministro do Gabinete da Presidência, cargo responsável por coordenar a agenda do Executivo e a articulação com os diferentes órgãos do Estado. A escolha marca uma das primeiras decisões políticas de Rodríguez desde que assumiu o comando do país, após a captura do ex-presidente por forças dos Estados Unidos no início do mês.

    Escalona integrava a equipe de segurança pessoal de Maduro, detido em 3 de janeiro em Caracas ao lado da esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar americana. O ataque deixou dezenas de mortos entre agentes de segurança venezuelanos e aliados estrangeiros. Sua presença na primeira reunião de gabinete de Rodríguez, em 4 de janeiro, pôs fim aos rumores de que ele teria sido morto nos ataques

    “Sei que sua lealdade, capacidade e comprometimento levarão adiante os planos do nosso governo junto ao povo”, afirmou Rodríguez ao justificar a escolha de Escalona, que foi assessor de Hugo Chávez e passou a integrar a equipe de segurança de Maduro após a morte do líder chavista, em 2013.

    Rodríguez também nomeou o militar Aníbal Coronado para o Ministério do Ecossocialismo (equivalente à pasta do Meio Ambiente) e promoveu mudanças na chefia da guarda presidencial e na área econômica. As designações foram anunciadas por meio de sua conta oficial no Telegram.

    Relações com os EUA

    O governo interino de Rodríguez alterou significativamente o tom das relações entre Caracas e Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou disposição para fortalecer o diálogo bilateral.

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    Paralelamente, uma reunião entre Trump e a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, está marcada para a próxima quinta-feira, 15, em Washington, no que será o primeiro encontro oficial após a queda de Maduro.

    Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, tem buscado apoio externo para acelerar a transição democrática na Venezuela e elogiou a operação militar que resultou na captura de Maduro. Nesta segunda, ela foi recebida, no Vaticano, pelo papa Leão XIV, a quem pediu intercessão pela libertação de presos políticos e pela restauração de liberdades civis no país.

    A libertação de detentos considerados presos políticos, uma das principais demandas da oposição e de organizações de direitos humanos, começou a avançar nos últimos dias, ainda que de forma gradual. Segundo a ONG Foro Penal, 24 pessoas foram soltas nesta segunda-feira, elevando para ao menos 41 o número de libertados desde o início das negociações.

    O governo venezuelano afirma, em comunicado oficial, que 116 presos políticos foram libertados, elevando o total de solturas desde a semana passada para 133, ainda que ONGs contestem esse número e ressaltem a falta de confirmação detalhada. Entre os libertados estão opositores venezuelanos e estrangeiros detidos por motivos políticos nos últimos anos.

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