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Governo Trump tem reunião com Nicolás Maduro em Caracas nesta sexta, diz emissora

Enviado deve pressionar ditador venezuelano a aceitar voos de deportação; Edmundo González, que EUA reconhecem como presidente eleito, alertou contra acordo

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 jan 2025, 11h47 | Atualizado em 31 jan 2025, 11h47
Governo Trump tem reunião com Nicolás Maduro em Caracas nesta sexta, diz emissora Priorize VEJA no Google

Richard Grenell, enviado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para missões especiais, deve se reunir com o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas nesta sexta-feira, 31.

As informações são da emissora americana CNN, com base em depoimento de uma fonte familiarizada com o assunto.

De acordo com a CNN, Grenell deve discutir com Maduro temas como voos de deportação e outras questões ligadas à imigração ilegal. Segundo as Nações Unidas, mais de 7,7 venezuelanos deixaram o país na última década, sendo que cerca de 545 mil foram para os Estados Unidos.

Trump vem priorizando, nos primeiros dias de mandato, sua promessa de campanha de realizar a “maior deportação em massa da história do país”, mas Maduro se recusou a receber seus cidadãos de volta. Geralmente, Washington não consegue deportar venezuelanos por causa das relações frias com Caracas, mas autoridades do governo Trump devem apostar em uma abordagem mais agressiva, que inclui sanções econômicas, para pressionar o ditador em relação ao tema.

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Edmundo Gonzalez, que os Estados Unidos, bem como grande parte da comunidade internacional, reconhecem como presidente eleito da Venezuela – e compareceu à posse de Trump –, alertou a Casa Branca contra fechar um acordo com Maduro sobre voos de deportação. O porta-estandarte da oposição anti-chavista, que disputou com o atual líder de seu país as eleições de julho do ano passado, repletas de indícios de fraude, defendeu encontrar uma outra nação para abrigar venezuelanos deportados.

Relação no passado

Em 2019, o primeiro governo Trump não apenas idealizou uma estratégia de “pressão máxima” contra Maduro, com objetivo de tirá-lo do poder, mas conseguiu formar uma coalizão de mais de cinquenta países para reconhecer Juan Guaidó, então presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, como o chefe de Estado legítimo do país – uma afronta que Maduro nunca deixa de mencionar sempre que faz um discurso dirigido ao exterior, apesar de Guaidó ter caído no esquecimento.

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Vários membros do atual gabinete do presidente Trump, incluindo seu conselheiro de Segurança Nacional, Mike Waltz, também criticaram Maduro em termos fortes nos últimos anos.

Nos primeiros dias de seu segundo mandato, Trump ainda colocou na mira a Tren de Aragua, gangue criminosa originada em uma prisão da Venezuela. Entra uma série de ações executivas na área de imigração, o republicano incluiu uma recomendação de que o Departamento de Estado passasse a designar o grupo como uma organização terrorista estrangeira, como Al-Qaeda ou o Estado Islâmico (EI).

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Na primeira semana de batidas da ICE, a temida polícia de imigração americana, um membro de alta patente da gangue foi preso por agentes federais na cidade de Nova York. Depois, na segunda-feira, a Casa Branca divulgou no X, antigo Twitter, uma prisão de dois membros da gangue “ilegalmente presentes nos Estados Unidos”, feita em Atlanta, na Geórgia.

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