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Governo Trump marca reunião com Dinamarca e Groenlândia após ameaças de anexação

Casa Branca diz que diplomacia é caminho preferencial, mas não descartou uso da força para tomar o território dinamarquês no Ártico, rico em minerais

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jan 2026, 09h04 • Atualizado em 13 jan 2026, 09h13
  • Os chanceleres da Dinamarca e da Groenlândia se reunirão com o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, na quarta-feira, 14, em meio às ameaças do presidente Donald Trump de anexação da ilha no Ártico. Um território dinamarquês autônomo rico em minerais e rotas marítimas estratégicas, a Groenlândia virou alvo do chefe da Casa Branca após suas bravatas se converterem em ação concreta na Venezuela, que na semana passada foi invadida por forças americanas e viu o ditador Nicolás Maduro capturado.

    O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, e sua homóloga groenlandesa, Vivian Motzfeldt, solicitaram uma reunião com Rubio depois que Trump intensificou, desde o início do ano, as ameaças de anexar a Groenlândia à força. Na segunda-feira 12, ele afirmou que tomaria o controle do território “de um jeito ou de outro”, enquanto a porta-voz da Casa Branca afirmou que, mesmo a diplomacia sendo a via preferencial, uma intervenção militar “não estava descartada”.

    “O motivo pelo qual solicitamos o encontro, que nos foi concedido, foi para transferir toda essa discussão para uma sala de reuniões, onde possamos nos olhar nos olhos e conversar sobre esses assuntos”, afirmou Rasmussen a repórteres em Copenhague nesta terça-feira, 13. Ele acrescentou que Vance também queria participar das tratativas e decidiu sediar o evento na Casa Branca.

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    O desejo de “possuir” a Groenlândia, como diz Trump, não é novo: ele lançou a ideia em 2019, durante seu primeiro mandato. Desde então, enfrenta oposição em Washington, inclusive dentro de seu próprio partido.

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    Embora a Dinamarca governe a Groenlândia há séculos, o território caminha gradualmente rumo à independência desde 1979, um objetivo compartilhado por todos os partidos políticos eleitos para o parlamento da ilha.

    Apoio da Otan

    Enquanto isso, o ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, anunciou que participará de uma reunião com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, em Bruxelas, na próxima segunda-feira, 19, para discutir a segurança do Ártico. Vivian Motzfeldt, chanceler da Groenlândia, também estará presente.

     

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    A Dinamarca planeja ampliar a presença militar na Groenlândia em 2026, com exercícios e treinamentos envolvendo outros países da Otan, afirmou Poulsen.

    “Tem sido uma prioridade dinamarquesa nos últimos anos ter uma discussão dentro da Otan, mas também obter maior atenção da aliança em relação a questões referentes à sua presença no Ártico e em seus arredores”, disse Poulsen.

    Diversas autoridades da aliança militar ocidental afirmaram que um avanço forçado dos Estados Unidos sobre a Groenlândia, abrigada por proteções do grupo devido à ligação com a Dinamarca, seria equivalente ao fim da Otan.

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