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Governo Trump envia mais tropas da Guarda Nacional a Washington, D.C., diz emissora

Soldados realocados deixarão de atuar apenas na patrulha noturna e marcarão presença 24 horas, todos os dias da semana, a partir desta noite, segundo CNN

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 ago 2025, 16h54 •
  • A presença da Guarda Nacional em Washington, D.C, deve aumentar na noite desta quarta-feira, 13, disse um funcionário da Casa Branca à emissora americana CNN. Membros dessa unidade especial das Forças Armadas dos Estados Unidos chegaram à capital americana na véspera, um dia após o anuncio do presidente Donald Trump de que estava assumindo o controle departamento de polícia de Washington e enviando a Guarda Nacional à cidade para “restabelecer a lei e a ordem”.

    O funcionário afirmou também que os soldados realocados deixarão de atuar apenas na patrulha noturna e marcarão presença 24 horas, todos os dias da semana, a partir desta noite. A intervenção ocorre após um suposto ataque a um funcionário federal que atuava na força-tarefa “Departamento de Eficiência Governamental” (DOGE), anteriormente chefiada pelo bilionário Elon Musk. Trump justificou a ação como resposta ao aumento da criminalidade, embora dados oficiais mostrem que os crimes violentos estão no menor patamar em 30 anos.

    Segundo o Departamento de Polícia Metropolitana de Washington, a criminalidade geral do distrito federal diminuiu 7% desde o ano passado, enquanto crimes violentos despencaram 26% e crimes contra a propriedade reduziram em 5%. Roubos de carros, por exemplo, caíram quase 50% em 2024 e seguem em queda este ano. A maioria dos detidos são adolescentes, e o governo federal discorda da forma como a cidade lida com a punição desses jovens.

    A movimentação ocorre em meio a ameaças de Trump de assumir o controle total da capital para reduzir a suposta criminalidade, o que colocaria fim à autonomia de meio século de Washington — desde 1973, pode eleger um governo local, ainda que o Congresso dos Estados Unidos tenha permissão para revisar suas leis e seu orçamento. Na contramão das pesquisas, o republicano alega que a cidade está “fora de controle” e deve ser resgatada “do crime, do derramamento de sangue, da confusão e da miséria”.

    + Guarda Nacional chega a Washington D.C. após Trump ameaçar tomar capital

    Atrito com democrata

    Apesar do cerco de Trump, a prefeita democrata Muriel Bowser disse nesta terça-feira, 12, que o chefe da polícia local permanece no comando e que sua administração trabalhará em parceria com os oficiais federais. A movimentação ocorre após ameaças de Trump de tomar o controle de Washington, o que colocaria fim à sua autonomia de meio século — desde 1973, a cidade pode eleger um governo local, ainda que o Congresso dos Estados Unidos tenha permissão para revisar suas leis e seu orçamento.

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    “Temos mais policiais agora e queremos garantir que eles sejam usados adequadamente”, declarou em coletiva nesta terça, em tom mais conciliador do que no dia do anúncio, quando chamou o plano de “não produtivo” e afirmou que o estado de emergência não condizia com a queda nos índices criminais.

    A relação entre Bowser e Trump tem histórico de confrontos. No primeiro mandato do republicano, a prefeita barrou o plano de um desfile militar e criticou a presença maciça de forças federais em protestos contra a violência policial em 2020. A situação, contudo, mudou de figura após o republicano retornar à Casa Branca, em 20 de janeiro. Apostando numa boa relação, ela chegou a visitar a Casa Branca para promover esforços para garantir que o time de futebol americano Commanders, da NFL, principal liga do esporte, conseguisse um novo estádio.

    A política democrata também apagou um mural do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em português). As letras amarelas em negrito foram pintadas em meio à onda de protestos desencadeada pelo assassinato de George Floyd, um homem negro, por um policial branco em 2020. A decisão foi resultado de pressão de republicanos, com um deputado apresentando uma legislação para reter o financiamento federal aos transportes públicos da cidade a menos que a prefeitura removesse a arte.

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