Governo do Líbano proíbe atividades militares do Hezbollah após ataques israelenses
Medida vem após Israel lançar bombas contra território libanês em resposta a ofensiva da milícia aliada ao Irã, que diz querer vingar morte de aiatolá
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, anunciou nesta segunda-feira, 2, que proibirá todas as atividades militares do Hezbollah, horas depois de Israel responder aos ataques da milícia libanesa aliada ao Irã, lançando ataques aéreos no sul de Beirute.
O premiê disse em um comunicado que todas as atividades do Hezbollah eram “ilegais” e pediu às forças de segurança que “evitassem quaisquer ataques originários do território libanês”. “Declaramos nosso compromisso com o fim das hostilidades e a retomada das negociações”, acrescentou.
O Hezbollah confirmou ter lançado ataques de drones e foguetes contra o norte de Israel neste domingo. A milícia armada xiita disse na segunda-feira que seu ataque foi em retaliação ao assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, “em defesa do Líbano e seu povo” e “em resposta às repetidas agressões israelenses”.
A movimentação marca o primeiro ataque contra Israel reivindicado pelo Hezbollah desde a assinatura de um acordo de cessar-fogo em novembro de 2024, que encerrou mais de um ano de guerra entre as duas partes. Houve acusações de violação parte a parte desde então, mas o grupo não havia assumido a autoria de disparos.
Reação
Em resposta, o Exército de Israel anunciou ataques simultâneos no Irã e no Líbano nesta segunda, advertindo que o Hezbollah pagará “caro” por abrir fogo contra o país. As forças israelenses também anunciaram um “bombardeio seletivo” contra um comandante do grupo em Beirute.
“Neste momento, centenas de aviões da Força Aérea estão bombardeando simultaneamente o Líbano e o Irã”, disse o porta-voz militar, general Effie Defrin, em pronunciamento transmitido ao vivo.
No sábado, Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã, matando dezenas de comandantes militares, políticos e o líder supremo iraniano. Em resposta, Teerã iniciou uma campanha de bombardeios sem precedentes a bases americanas no Oriente Médio.
Pelo menos 555 pessoas foram mortas no Irã até o momento pela campanha conjunta EUA-Israel, informou a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano. Nove israelenses morreram devido à retaliação, bem como cinco pessoas em países do Golfo visados por abrigarem bases militares americanas: uma no Kuwait, três nos Emirados Árabes Unidos e uma no Bahrein.





