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G7 não alcança consenso sobre sanções à Síria e à Rússia

Após reunião extraordinária, potências mundiais decidiram não aplicar novas medidas contra o regime de Bashar Assad e o governo russo

Por Da redação
11 abr 2017, 10h35 • Atualizado em 11 abr 2017, 15h50
  • Os países-membros do G7 e nações aliadas falharam em chegar a um acordo sobre novas sanções à Síria e à Rússia pelo ataque químico em Idlib, conduzido pelo regime de Bashar Assad. Durante reunião em Lucca, na Itália, representantes rejeitaram o plano do secretário do Exterior inglês, Boris Johnson, que pretendia punir Moscou por seu apoio ao regime sírio.

    Após a reunião extraordinária, o ministro das Relações Exteriores italiano, Angelino Alfano, afirmou que a ideia de sanções à Rússia foi levantada por Johnson, mas que parte do grupo considerou que isolar o país de Vladimir Putin “seria ruim”. Além de Itália e Inglaterra, participaram do encontro os outros membros do G7 (Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha e França) e os convidados Turquia, Catar, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

    Apesar do pouco avanço em ações pontuais, o chefe da diplomacia francesa, Jean-Marc Ayrault, afirmou que os países concordam em que não há solução para a Síria enquanto Assad permanecer no poder. “Não é uma posição agressiva a respeito dos russos e sim uma mão estendida”, insistiu o francês. “Queremos que a Rússia respalde o processo político para uma resolução pacífica do conflito sírio”, disse também o ministro alemão das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, em comunicado.

    Os chefes da diplomacia estão reunidos desde segunda-feira para abordar a guerra na Síria, depois da escalada do conflito na última semana, e mostrar sua unidade antes da viagem do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, a Moscou.

    Depois do encontro com os outros líderes, Tillerson afirmou que a Rússia, aliada de Assad, “falhou” em eliminar armas químicas na Síria e não fez progresso suficiente em negociações de paz no país. O secretário não chegou a exigir a saída do ditador, mas comentou que a “esperança” dos Estados Unidos é que “Bashar Assad não seja parte do futuro”.

    (Com AFP)

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