Franceses bloqueiam estradas em protestos contra impostos e Macron
Governo estima que cerca de 280.000 pessoas foram a atos que criticam alta nos preços do combustível e enfraquecimento no poder de compra
Milhares de manifestantes franceses criticam impostos mais altos para combustíveis e as políticas econômicas do presidente Emmanuel Macron em protestos em estradas da França neste sábado, 17. Os cerca de 2.000 atos espalhados pelo país bloquearam algumas vias e causaram grandes engarrafamentos. Em um deles, houve um atropelamento com vítima fatal.
No último balanço, o Ministério do interior estimou que cerca de 280.000 manifestantes participavam dos protestos na França.
Coordenados a partir de redes sociais, os protestos surgiram de críticas contra a subida dos preços do combustível, reclamações contra o enfraquecimento no poder de compra e a insatisfação cada vez maior com Macron, que alguns veem como “afastado” da população.
Manifestantes gritavam “Macron, renuncie” e alguns mostravam slogans como “devolva-nos nosso poder de compra”.
“Há impostos demais na França”, disse Veronique Lestrade, uma manifestante na periferia de Paris. Ela relata que sua família estava sofrendo para pagar as contas.
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Segundo o ministro do Interior francês, Christophe Castaner, uma mulher foi atropelada e morreu em um bloqueio em Savoie, no sudoeste francês. Ela foi atingida por uma motorista que entrou em pânico quando manifestantes cercaram seu carro e acelerou.
Conforme o Ministério do Interior, pelo menos 227 pessoas ficaram feridas ao redor do país, seis delas em estado grave, e 117 foram detidas, das quais 73 ainda estão sob custódia.
A polícia usou gás lacrimogêneo para liberar a entrada de um túnel debaixo da montanha Mont-Blanc, nos Alpes, assim como para tentar dispersar manifestantes reunidos no Palácio do Eliseu, em Paris, e no centro da cidade de Lyon.
(com Reuters e EFE)







